Planos de saúde empresariais evoluem com tecnologia e mais acessibilidade

Mercado aposta em modelos digitais, prevenção e eficiência para atender às novas necessidades de empresas e beneficiários O mercado brasileiro de saúde suplementar vive uma transformação impulsionada por mudanças econômicas, tecnológicas e comportamentais. Em um cenário marcado pelo crescimento dos custos assistenciais, pelo envelhecimento da população e pela incorporação contínua de novas tecnologias médicas, operadoras de saúde passaram a desenvolver modelos mais acessíveis, digitais e voltados ao cuidado contínuo. A mudança acompanha uma demanda crescente por soluções que simplifiquem o acesso aos serviços de saúde, ampliem a eficiência operacional e proporcionem uma experiência mais integrada para beneficiários e empresas. Segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o Brasil encerrou 2025 com aproximadamente 53,2 milhões de beneficiários em planos médico-hospitalares. Desse total, 72% pertencem aos planos coletivos empresariais, que somam 37,6 milhões de usuários, consolidando essa modalidade como a principal porta de entrada para a saúde suplementar. Além disso, estudos do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) mostram que o número de empresas contratantes de planos coletivos empresariais passou de 1,6 milhão para 2,3 milhões entre 2020 e 2024, um crescimento de 48,1%. O movimento demonstra que organizações de diferentes portes enxergam o benefício como uma importante estratégia para atrair, reter talentos e promover qualidade de vida aos colaboradores. O consumidor mudou e o setor precisou acompanhar As transformações vão muito além da digitalização dos serviços. Segundo o assessor de negócios Matheus Santamarina, o setor passou por uma revisão estrutural para responder às novas expectativas dos consumidores. “O mercado de saúde suplementar passa por uma transformação estrutural. O aumento dos custos assistenciais, o envelhecimento da população, a incorporação constante de novas tecnologias médicas e a necessidade de ampliar o acesso à saúde exigiram que as operadoras revisassem seus modelos de negócio”, afirma. Na avaliação do especialista, oferecer cobertura deixou de ser suficiente. “Hoje, empresas e beneficiários esperam uma jornada mais simples, integrada e preventiva, capaz de aproximar o paciente do sistema de saúde utilizando recursos tecnológicos para facilitar o cuidado”, completa. O que empresas e beneficiários esperam de um plano de saúde atualmente O perfil do consumidor também mudou. Além da qualidade assistencial, fatores como facilidade de contratação, rapidez no atendimento e autonomia para resolver demandas digitalmente passaram a influenciar a decisão de contratação. Entre os atributos mais valorizados estão: contratação simplificada; atendimento pelo celular; telemedicina; acesso rápido aos profissionais de saúde; previsibilidade de custos; atendimento humanizado; acompanhamento contínuo da saúde. Essa mudança faz com que o plano deixe de ser utilizado apenas em situações de doença e passe a atuar como um aliado permanente na promoção da saúde. Tecnologia passa a ser requisito na saúde suplementar Aplicativos, carteirinha digital, telemedicina, autorizações online e atendimento omnichannel deixaram de representar diferenciais competitivos para se tornarem parte da expectativa do consumidor. Segundo Matheus Santamarina, a tecnologia exerce papel fundamental na simplificação da experiência. “Assim como ninguém imagina um banco funcionando sem aplicativo, o consumidor também espera que seu plano de saúde ofereça soluções digitais que facilitem sua rotina”, comenta. Além de beneficiar o usuário, a digitalização melhora a gestão do benefício pelas empresas ao reduzir burocracias, facilitar agendamentos, agilizar autorizações e fornecer informações estratégicas sobre utilização dos serviços. Empresas procuram equilíbrio entre qualidade e sustentabilidade Independentemente do porte, empresas têm buscado benefícios capazes de combinar qualidade assistencial com eficiência financeira. Segundo Santamarina, existe uma preocupação crescente em oferecer planos que atendam diferentes perfis de colaboradores sem comprometer a sustentabilidade do negócio. Nesse contexto, ganham espaço soluções mais flexíveis, com processos simplificados e foco no uso consciente dos recursos disponíveis. Esse movimento beneficia desde microempreendedores individuais (MEIs) até pequenas, médias e grandes empresas que desejam investir em saúde como diferencial competitivo. PopVita acompanha essa evolução do mercado Inserida nesse cenário de transformação da saúde suplementar, a PopVita, plano de saúde do Grupo Unimed Uberlândia, foi desenvolvida para atender às novas demandas de consumidores e empresas. O modelo reúne recursos digitais que permitem ao beneficiário realizar diversas atividades pelo aplicativo e pelos canais digitais, como: utilização da carteirinha digital; consulta à rede credenciada; telemedicina; acompanhamento de autorizações; consulta ao extrato de coparticipação; agendamento de consultas. Outro diferencial é a atuação da Clínica NexaSaúde como principal porta de entrada da assistência, fortalecendo a coordenação do cuidado e promovendo uma utilização mais eficiente da rede assistencial. Segundo Matheus Santamarina, “a PopVita nasceu justamente para atender essa nova realidade do mercado. Nosso modelo combina tecnologia, acessibilidade e uma rede assistencial integrada”. O futuro dos planos de saúde passa pela prevenção A tendência é que os planos de saúde estejam cada vez mais focados na prevenção e no acompanhamento contínuo dos beneficiários. Na avaliação de Matheus Santamarina, essa transformação é definitiva. Segundo ele, os modelos do futuro deverão estar apoiados em cinco pilares: acesso facilitado aos serviços; integração entre atendimento presencial e digital; medicina preventiva; uso intensivo de tecnologia e inteligência de dados; sustentabilidade financeira aliada à qualidade assistencial. Mais do que comercializar planos, o desafio passa a ser construir uma relação permanente entre empresas, beneficiários e serviços de saúde. Conhecer as mudanças ajuda a escolher melhor A evolução da saúde suplementar mostra que tecnologia, prevenção e cuidado contínuo deixaram de ser tendências para se tornarem parte da rotina dos beneficiários. Para empresas, MEIs, profissionais liberais e demais interessados em contratar um plano de saúde empresarial, compreender essas mudanças é um passo importante para fazer uma escolha alinhada às necessidades atuais. Quem deseja conhecer melhor as soluções disponíveis pode solicitar uma cotação, conversar com um consultor ou obter mais informações sobre os planos oferecidos pela PopVita e avaliar qual modelo atende melhor ao seu perfil. Entre em contato pelo whatsapp (34) 99680-4074
Três cirurgias robóticas de próstata realizadas no mesmo dia ilustram avanço da tecnologia no tratamento urológico

A realização de três cirurgias de próstata em um único dia poderia apenas representar a jornada de rotina de cirurgiões experientes. No entanto, quando as três cirurgias são executadas empregando a tecnologia robótica, no mesmo local, isso evidencia a crescente incorporação da cirurgia robótica no tratamento de doenças urológicas. No dia 1º de julho, dois procedimentos para câncer de próstata e uma cirurgia para hiperplasia prostática benigna (HPB) foram concluídos com sucesso no Instituto de Cirurgia Robótica do Triângulo (ICR.T), em Uberlândia, utilizando plataforma robótica. As cirurgias foram conduzidas pelos urologistas Dr. Leandro Alves de Oliveira e Dr. Victor Hugo Borges Silva. Segundo os médicos, a tecnologia robótica amplia a precisão dos movimentos cirúrgicos e favorece uma abordagem minimamente invasiva em procedimentos de elevada complexidade. “Fornecer ao cirurgião visão tridimensional ampliada, instrumentos articulados e maior precisão nos movimentos permite uma dissecação mais delicada dos tecidos. O objetivo é realizar um tratamento oncológico adequado, preservando estruturas importantes, sempre que isso é clinicamente possível”, explica o Dr. Leandro. Cirurgia robótica amplia possibilidades no tratamento do câncer de próstata Entre os procedimentos realizados estavam duas prostatectomias radicais robóticas, indicadas principalmente para pacientes com câncer de próstata localizado. A cirurgia consiste na retirada da próstata e, quando indicada, representa uma das principais opções terapêuticas para controle da doença. O uso da plataforma robótica permite movimentos precisos em uma região anatômica delicada, onde passam estruturas relacionadas à continência urinária e à função sexual. De acordo com o Dr. Victor Hugo, a tecnologia oferece condições que podem favorecer a recuperação pós-operatória. “A cirurgia robótica proporciona uma abordagem minimamente invasiva, geralmente associada a menor perda sanguínea, incisões menores, menos dor no pós-operatório e recuperação mais rápida quando comparada às técnicas abertas tradicionais. Cada caso, entretanto, deve ser avaliado individualmente”, afirma. Técnica robótica também beneficia pacientes com hiperplasia prostática benigna Além dos procedimentos oncológicos, foi realizada uma prostatectomia transvesical robótica para tratamento da hiperplasia prostática benigna (HPB), condição caracterizada pelo aumento benigno da próstata e que pode provocar dificuldade para urinar, jato urinário fraco, aumento da frequência urinária e impacto significativo na qualidade de vida. Nesse procedimento, o acesso cirúrgico ocorre por meio da bexiga, utilizando os recursos da plataforma robótica para remover o tecido prostático aumentado. Os dois cirurgiões destacam que essa técnica representa uma alternativa para pacientes com próstatas de grande volume que necessitam de tratamento cirúrgico, oferecendo uma abordagem menos invasiva e potencialmente associada a recuperação mais confortável. Tecnologia depende da experiência da equipe cirúrgica Embora a plataforma robótica represente um importante avanço tecnológico, os resultados dependem da indicação adequada do procedimento, do planejamento cirúrgico e da experiência da equipe médica. “A tecnologia é uma ferramenta que amplia as possibilidades do cirurgião, mas o planejamento, a capacitação da equipe e a seleção correta dos pacientes continuam sendo determinantes para alcançar bons resultados”, destaca o Dr. Leandro Alves de Oliveira. A cirurgia robótica vem sendo empregada em diferentes especialidades médicas e tem ampliado seu espaço na urologia, especialmente em procedimentos para câncer de próstata e hiperplasia prostática benigna. A expectativa dos profissionais envolvidos nas três cirurgias é que o avanço tecnológico continue contribuindo para tratamentos cada vez mais precisos e menos invasivos, com foco na segurança e na recuperação dos pacientes.
Quando procurar um médico da dor? Especialidade ainda é desconhecida por muitos pacientes

Dor nas costas, no pescoço, nos joelhos ou após uma cirurgia. Para muitas pessoas, conviver com algum tipo de dor faz parte da rotina. O problema é que, em boa parte dos casos, a busca por ajuda especializada acontece apenas quando o desconforto já começou a impactar o trabalho, o sono, o lazer e os relacionamentos. De acordo com o médico da dor Dr. Francisco Morato, esse atraso é mais comum do que se imagina e pode comprometer significativamente a qualidade de vida dos pacientes. “Quando a dor começa a tomar conta da vida da pessoa, é um sinal de que provavelmente já passamos do momento ideal para buscar ajuda. A dor deixa de ser apenas um sintoma e passa a influenciar decisões, rotina, humor e até a forma como a pessoa se relaciona com o mundo”, afirma Dr. Francisco Morato. Na prática clínica, muitos pacientes chegam ao consultório acreditando que o principal problema é a dor em si. Mas, frequentemente, o que mais impacta suas vidas é aquilo que deixaram de fazer por causa dela: caminhar, dormir bem, viajar, praticar exercícios ou conviver com a família sem limitações. O problema passa a ser não apenas o que dói, mas tudo aquilo que a dor começa a tirar da vida da pessoa. Muitas vezes, o paciente só percebe a dimensão do problema quando entende o quanto sua vida foi sendo reduzida pela dor ao longo do tempo. Apesar de ser reconhecida como especialidade médica, a Medicina da Dor ainda é pouco conhecida pela população. O resultado é que muitos pacientes percorrem uma longa jornada entre consultas, exames e tratamentos antes de chegar ao profissional adequado. “De forma geral, a maioria dos pacientes chega depois do momento ideal. É comum encontrar pacientes que passaram por diferentes tratamentos ao longo dos anos sem compreender exatamente a origem da dor ou sem receber uma abordagem integrada para o problema. As exceções costumam ser aqueles que já conhecem a especialidade ou que passaram por profissionais que identificaram a necessidade de encaminhamento mais cedo”, explica Dr. Francisco Morato. Entre os sinais de alerta estão dores que persistem mesmo após tratamentos convencionais, desconfortos que retornam repetidamente ou situações em que a pessoa começa a limitar atividades que antes faziam parte da sua rotina. “Quando alguém deixa de praticar atividade física, evita viagens, perde qualidade de sono ou passa a organizar a vida em função da dor, isso mostra que existe uma repercussão que vai muito além do problema físico”, diz Dr. Francisco Morato. O especialista observa que um dos perfis que mais demora para procurar ajuda é justamente o de pessoas que colocam as próprias necessidades em segundo plano. “Existe um grupo de pacientes que sempre prioriza tudo e todos antes de cuidar de si. Eles cuidam da família, do trabalho, das responsabilidades e vão empurrando a própria saúde para depois. Quando chegam ao consultório, muitas vezes já estão sofrendo há bastante tempo. Em muitos casos, essas pessoas se acostumam gradualmente às limitações impostas pela dor e passam a reorganizar a rotina em torno dela. Aos poucos, deixam de fazer caminhadas, evitam viagens, reduzem atividades de lazer e adaptam o dia a dia sem perceber o quanto perderam de autonomia ao longo do tempo.”, afirma Dr. Francisco Morato. Além do impacto físico, a dor pode desencadear consequências emocionais importantes. Alterações de humor, irritabilidade, insegurança, isolamento social e perda de autonomia estão entre os efeitos mais comuns observados em pacientes que convivem com o problema por longos períodos. Para o médico, um dos maiores equívocos é acreditar que sentir dor faz parte do envelhecimento ou da vida moderna. “A dor é um sinal do organismo. Nem toda dor representa uma doença grave, mas toda dor merece atenção quando persiste ou começa a limitar a vida. Quanto mais cedo entendermos o que está acontecendo, maiores são as possibilidades de tratamento e recuperação. Mais do que controlar sintomas, o tratamento busca preservar movimento, independência e qualidade de vida, evitando que a dor passe a determinar escolhas, comportamentos e planos para o futuro”, destaca Dr. Francisco Morato. A Medicina da Dor atua no diagnóstico e tratamento de diferentes tipos de dores, incluindo quadros musculoesqueléticos, neuropáticos, pós-operatórios e condições crônicas. A abordagem pode envolver medicamentos, mudanças no estilo de vida, reabilitação e procedimentos minimamente invasivos, sempre de forma individualizada. “O objetivo não é apenas reduzir a intensidade da dor. É devolver qualidade de vida para que a pessoa possa voltar a fazer aquilo que é importante para ela”, finaliza Dr. Francisco Morato.
Julho é mês de consultório odontológico cheio: férias impulsionam a prevenção e especialista ensina cinco cuidados para manter a saúde bucal em dia

As férias de julho não movimentam apenas aeroportos e destinos turísticos. Segundo o cirurgião-dentista Dr. Helder Menezes, este costuma ser um dos períodos de maior procura por consultas odontológicas. Com a rotina mais flexível, muitas pessoas aproveitam o tempo livre para colocar a saúde bucal em dia, realizar avaliações preventivas e concluir tratamentos adiados ao longo do semestre. “Julho costuma ser um mês bastante movimentado no consultório. Muitas pessoas aproveitam as férias para fazer uma avaliação completa e identificar problemas ainda no início, quando o tratamento tende a ser mais simples, rápido e menos invasivo”, explica o especialista. De acordo com o cirurgião-dentista, a revisão periódica é fundamental para identificar precocemente cáries, doenças gengivais, desgastes dentários, fraturas e outras alterações que, quando ignoradas, podem evoluir e exigir tratamentos mais complexos. O tema ganha ainda mais relevância neste mês, quando o Ministério da Saúde promove a campanha Julho Neon, reforçando que a escovação adequada, o uso diário do fio dental e as consultas periódicas ao dentista são medidas essenciais para prevenir doenças bucais e promover mais saúde e qualidade de vida. Cinco cuidados para aproveitar as férias e colocar a saúde bucal em dia Agende uma consulta de revisão, mesmo sem dor ou desconforto; Faça uma limpeza profissional para remover placa bacteriana e tártaro; Verifique a necessidade de manutenção em restaurações, próteses e implantes; Mantenha a escovação e o uso diário do fio dental, inclusive durante viagens; Procure um dentista ao notar sensibilidade, sangramento na gengiva, mau hálito persistente ou dor. Para o especialista, a prevenção continua sendo a forma mais eficiente de preservar a saúde bucal. “Na maioria das vezes, tratar um problema no início significa procedimentos menos invasivos, menor custo e mais conforto para o paciente. Quanto antes o diagnóstico, melhores tendem a ser os resultados. A saúde bucal deve ser encarada como um cuidado contínuo, e não apenas como uma resposta à dor”, conclui. Mais sobre Dr. Helder Menezes Mestre em Ciências Odontológicas pela UFU e doutor pela Universidade São Leopoldo Mandic (SP), Helder Menezes é especialista em Periodontia, Implantodontia e Harmonização Orofacial, além de biomédico. Atua há mais de 30 anos nas áreas clínica e acadêmica. É referência em cirurgias da face e reabilitação oral, com aproximadamente 15 mil implantes já realizados. Coordena o primeiro curso de especialização em cirurgias da face de Uberlândia (MG) – o segundo do Brasil reconhecido pelo MEC – e é cofundador da HD Ensinos Odontológicos, centro de pós-graduação que já formou mais de três mil alunos.
Telecirurgia avança no Brasil e amplia possibilidades da cirurgia robótica à distância

Médicos de Uberlândia acompanham evolução de tecnologia que pode conectar especialistas e pacientes em diferentes localidades A medicina vive uma nova etapa da transformação digital com o avanço da telecirurgia, modalidade que permite a realização ou o acompanhamento de procedimentos cirúrgicos à distância por meio de plataformas robóticas conectadas. A tecnologia, que já vem sendo testada e aplicada em diversos países, ganha espaço nas discussões sobre o futuro da assistência médica, especialmente em regiões que enfrentam desafios de acesso a especialistas. Conectividade e robótica ampliam fronteiras da medicina A evolução das redes de comunicação, da inteligência artificial e dos sistemas robóticos têm permitido reduzir barreiras geográficas e criar ótimas possibilidades para a realização de procedimentos complexos. Em cenários de alta conectividade, cirurgiões experientes podem acompanhar ou, até mesmo, atuar remotamente em operações realizadas a centenas ou milhares de quilômetros de distância. A telecirurgia é uma das aplicações mais promissoras da chamada medicina conectada, com potencial para ampliar o acesso a tratamentos especializados, especialmente em regiões afastadas dos grandes centros. Profissionais acompanham avanços e discutem aplicações no país Em Uberlândia, profissionais da área da saúde acompanham de perto essas transformações tecnológicas. O crescimento do uso de plataformas robóticas no Brasil tem estimulado o debate sobre novas possibilidades de aplicação, incluindo o suporte remoto a equipes médicas, o compartilhamento de conhecimento e o treinamento especializado. A cirurgia robótica já é um importante avanço na medicina moderna por oferecer maior precisão dos movimentos, visão ampliada das estruturas anatômicas e potencial redução do trauma cirúrgico em diferentes especialidades. Atualmente, os sistemas robóticos utilizados no Brasil são controlados pelos cirurgiões, funcionando como uma extensão dos movimentos humanos. Tecnologia pode ampliar acesso e colaboração entre especialistas A combinação entre cirurgia robótica, inteligência artificial e conectividade de alta velocidade deverá ampliar o intercâmbio de conhecimento entre equipes médicas e possibilitar suporte especializado em tempo real para procedimentos realizados em diferentes localidades. Para o médico urologista e cirurgião robótico do ICR.T – Instituto de Cirurgia Robótica do Triângulo, Dr. Victor Hugo Borges Silva, o desenvolvimento dessas tecnologias representa um passo importante para a ampliação do acesso à medicina de alta complexidade. “A telecirurgia e os sistemas de suporte remoto mostram como a tecnologia pode aproximar especialistas e pacientes, independentemente da distância. Embora ainda existam desafios regulatórios e tecnológicos a serem superados, estamos acompanhando uma evolução que tem potencial para ampliar o acesso à assistência especializada e fortalecer a troca de conhecimento entre equipes médicas”. O avanço da telecirurgia reforça uma tendência clara: a integração cada vez maior entre tecnologia, conectividade e expertise médica. Essas ferramentas não substituem o papel do cirurgião, mas contribuem para ampliar capacidades, aumentar a segurança dos procedimentos e melhorar os resultados assistenciais.
Uberlândia recebe o 1º Simpósio Internacional de Cirurgia Cardíaca Robótica e Cardiopatia Estrutural

Evento reunirá especialistas nacionais e internacionais para debater as mais avançadas tecnologias e técnicas no tratamento das doenças cardiovasculares O Hospital UMC realizará, nos dias 17 e 18 de julho de 2026, o 1º Simpósio Internacional de Cirurgia Cardíaca Robótica e Cardiopatia Estrutural, considerado um dos mais importantes eventos científicos do país na área da medicina cardiovascular. O encontro reunirá especialistas nacionais e internacionais para debater os avanços mais recentes da cirurgia cardíaca robótica, das cardiopatias estruturais e das tecnologias que estão transformando o cuidado aos pacientes, promovendo atualização científica, troca de experiências e inovação na prática médica. O Simpósio será realizado pelo Hospital UMC, que é referência em Cirurgias Cardíacas Robóticas de Minas Gerais. O evento acontecerá no Novotel Uberlândia e tem como objetivo fomentar a atualização científica, a troca de experiências e a disseminação de conhecimento sobre as tecnologias que estão transformando o tratamento das doenças cardíacas, especialmente por meio da cirurgia robótica e das terapias estruturais minimamente invasivas. A evolução da medicina cardiovascular tem sido marcada pela incorporação de tecnologias cada vez mais precisas e seguras. Nesse cenário, a cirurgia cardíaca robótica e os procedimentos transcateter representam uma verdadeira revolução, proporcionando benefícios como menor trauma cirúrgico, redução do tempo de internação, recuperação mais rápida e melhores resultados clínicos para os pacientes. Segundo a organização do evento, o simpósio foi idealizado para promover um ambiente de aprendizado e discussão entre profissionais que atuam na linha de frente da cardiologia, cirurgia cardiovascular e especialidades correlatas. O simpósio será uma oportunidade única para reunir profissionais de referência e discutir as tendências que estão moldando o futuro do tratamento das doenças cardíacas em todo o mundo”, destaca a comissão organizadora. Programação científica Durante os dois dias de evento, serão abordados temas de alta relevância científica, incluindo: Cirurgia cardíaca robótica avançada; Reparo e substituição valvar minimamente invasiva; TAVI; TEER mitral e tricúspide; Procedimentos híbridos e integração Heart Team; Novas tecnologias em imagem e planejamento cirúrgico; Casos clínicos e discussão de técnicas avançadas; Futuro da cirurgia cardiovascular e das terapias estruturais. O simpósio contará ainda com a participação de especialistas renomados, que compartilharão experiências práticas, resultados clínicos e perspectivas sobre a evolução das técnicas minimamente invasivas. Entre os destaques da programação está a participação de Evelio Rodriguez, cirurgião cardiotorácico de reconhecimento internacional, que atua em Nashville, Tennessee (Estados Unidos), trazendo uma importante contribuição científica para o debate sobre cirurgia cardíaca robótica. Referência em inovação A realização do simpósio reforça o posicionamento do Hospital UMC como uma instituição comprometida com a inovação, a qualificação profissional e o desenvolvimento da medicina de alta complexidade. Reconhecido por seus investimentos contínuos em tecnologia e capacitação médica, o Hospital UMC se consolidou como uma das principais referências do país em cirurgia robótica cardiovascular, contribuindo para a expansão do acesso a procedimentos cada vez mais modernos e seguros. Mais do que um congresso, o simpósio representa uma oportunidade para fortalecer a integração entre profissionais de diferentes áreas, estimular a pesquisa científica e ampliar o debate sobre o futuro da medicina cardiovascular. Serviço 1º Simpósio Internacional de Cirurgia Cardíaca Robótica e Cardiopatia Estrutural Data: 17 e 18 de julho de 2026 Horários: 17 de julho: a partir das 13h30 18 de julho: 08h às 18h Local: Novotel Uberlândia Av. Paulo Gracindo, nº 5 – Gávea. Uberlândia – MG Informações e inscrições: (34) 99875-9261 Site: robotica.hospitalumc.com.br
Diabetes gestacional exige vigilância e adesão ao tratamento para evitar riscos à mãe e ao bebê

A diabetes gestacional é uma condição cada vez mais frequente no pré-natal e exige atenção redobrada, tanto das equipes de saúde quanto das gestantes. Caracterizada pelo aumento dos níveis de glicose no sangue durante a gravidez, a doença pode trazer impactos importantes quando não diagnosticada e controlada de forma adequada. De acordo com a ginecologista e obstetra do Mater Dei Santa Clara, Dra. Maria Clara Catani, um dos principais desafios na prática clínica está menos no diagnóstico em si e mais na continuidade do cuidado. “O diagnóstico da diabetes gestacional pode ser feito em qualquer momento da gestação, mas é mais comum no primeiro trimestre e nos exames do segundo trimestre, por volta das 24 semanas. O mais complexo é conseguir a adesão da paciente”, explica. Adesão ao tratamento ainda é o maior obstáculo Segundo a médica, a confirmação da doença exige mudanças imediatas na rotina da gestante, o que pode dificultar a adaptação. “A partir do momento em se faz o diagnóstico, precisamos adotar uma conduta de dieta e exercício físico rigorosa, além da aferição diária das medidas glicêmicas nos horários corretos”, destaca. Esse acompanhamento contínuo é essencial para evitar complicações, já que o controle inadequado da glicemia pode impactar diretamente o desenvolvimento do bebê e o curso da gestação. Complicações podem afetar mãe e recém-nascido A Dra. Maria Clara observa que os casos sem controle adequado apresentam riscos importantes. “As principais complicações são o aumento do peso fetal e do líquido amniótico, o que acaba gerando prematuridade”, afirma. Além disso, o bebê também pode apresentar dificuldades logo após o nascimento. “É um recém-nascido com maior predisposição a desconforto respiratório e hipoglicemias”, completa. Esses fatores reforçam a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento preciso ao longo de toda a gestação. Informação e parceria fazem a diferença Para melhorar a adesão ao tratamento, a abordagem precisa ir além das orientações técnicas. Para a obstetra, o vínculo com a paciente é determinante. “O que faz mais diferença na adesão das pacientes ao tratamento, ao longo da gestação, é dividir a responsabilidade com elas. Explicar todos os riscos e como podemos, juntas, diminuí-los”, ressalta. A orientação contínua sobre hábitos saudáveis também é um dos pilares do cuidado. “Insistir na dieta correta e na adoção de atividade física como aliada” é, segundo ela, uma das estratégias mais eficazes para garantir melhores desfechos. Cuidado integrado garante mais segurança Com acompanhamento adequado, a maioria das gestantes com diabetes gestacional consegue levar a gravidez de forma segura. O pré-natal estruturado, aliado ao comprometimento da paciente, é fundamental para reduzir riscos e promover a saúde materno-infantil. O alerta, portanto, não é apenas sobre o diagnóstico, mas sobre a importância do cuidado contínuo, que pressupõe uma responsabilidade compartilhada entre equipe médica e gestante. A maternidade do Hospital Mater Dei Santa Clara é referência na região, com estrutura e atendimento completo para mamãe e bebê com a qualidade assistencial Rede Mater Dei de Saúde, da gestação ao parto.
Cirurgia robótica em doenças inflamatórias intestinais: mais precisão, menos trauma e recuperação acelerada

A cirurgia minimamente invasiva tem transformado o tratamento de doenças complexas, especialmente na área da coloproctologia. Entre os avanços mais relevantes está a cirurgia robótica, que vem ganhando espaço no manejo de condições como Doença de Crohn e Retocolite ulcerativa. Com tecnologia de ponta, a abordagem robótica amplia a precisão dos procedimentos e oferece benefícios importantes, tanto no intra quanto no pós-operatório, impactando diretamente a recuperação e a qualidade de vida dos pacientes. Quando a cirurgia robótica é mais indicada? Segundo o coloproctologista e cirurgião geral Dr. Bernardo Rosa e Souza, especialista em Cirurgia Robótica e Cirurgias Minimamente Invasivas do Mater Dei Santa Clara, o modelo é particularmente benéfico em cenários mais complexos das doenças inflamatórias intestinais. “A cirurgia robótica tem se mostrado especialmente vantajosa em casos complexos de doenças inflamatórias intestinais, como doença de Crohn e retocolite ulcerativa, principalmente quando há inflamação extensa, múltiplas cirurgias prévias, presença de fístulas, aderências ou necessidade de dissecações profundas na pelve”, afirma o médico. “A plataforma robótica oferece maior precisão dos movimentos, visão tridimensional ampliada e melhor ergonomia cirúrgica, permitindo uma abordagem mais refinada em áreas anatômicas delicadas. Em muitos casos conseguimos realizar procedimentos complexos de forma minimamente invasiva, evitando grandes incisões e proporcionando uma recuperação mais segura ao paciente”, complementa o cirurgião. Diferenças no intra e pós-operatório Os ganhos da cirurgia robótica começam já durante o procedimento e se estendem ao período de recuperação. “No intraoperatório, a cirurgia robótica proporciona maior estabilidade e precisão técnica, especialmente em cirurgias de alta complexidade. A tecnologia permite movimentos mais delicados e uma visualização muito superior dos tecidos”, avalia Dr. Bernardo. Essa precisão pode contribuir para menor trauma cirúrgico e maior segurança. No pós-operatório, os benefícios são ainda mais perceptíveis, quando comparados às cirurgias abertas tradicionais, como menor dor, recuperação mais rápida da função intestinal, menor tempo de internação e retorno mais precoce às atividades habituais. Outro diferencial relevante está na menor agressão à parede abdominal. “Isso reduz complicações relacionadas à ferida operatória e pode favorecer melhores resultados estéticos e funcionais”, esclarece o coloproctologista. Impacto na recuperação e qualidade de vida Para pacientes que convivem com doenças inflamatórias intestinais, muitas vezes de forma crônica e debilitante, a forma como se recuperam de uma cirurgia faz toda a diferença. A ampliação do acesso a técnicas minimamente invasivas, mesmo em casos complexos, representa um marco importante na cirurgia colorretal moderna. Os pacientes costumam perceber uma recuperação mais confortável e mais rápida. Em geral, apresentam menos dor no pós-operatório, menor limitação física nos primeiros dias e retomada mais precoce das atividades do dia a dia. Esse avanço vai além do aspecto técnico e cirúrgico. De acordo com o Dr. Bernardo, “conseguir oferecer uma cirurgia menos invasiva, com maior precisão e recuperação acelerada, contribui não apenas para o resultado cirúrgico, mas também para o bem-estar físico e emocional do paciente”.
Primeiro ano de Cirurgia Robótica no Mater Dei Santa Clara: resultados que transformam o cuidado

Após um ano de implantação, programa se consolida com alto volume de cirurgias, reconhecimento nacional e benefícios concretos aos pacientes Implantar um programa de cirurgia robótica é um processo complexo, que exige planejamento, investimento e, principalmente, integração entre diferentes áreas. No Mater Dei Santa Clara, esse desafio foi enfrentado com estratégia, e os resultados já aparecem de forma consistente. Segundo o urologista Dr. Leandro Alves, o serviço foi estruturado desde o início com maturidade e visão de longo prazo. “Foi um primeiro ano desafiador, mas de grandes conquistas. Já começamos com um serviço robusto, com forte comprometimento da equipe assistencial e da administração”, destaca. Um primeiro ano de estrutura sólida e conquistas relevantes Em apenas 12 meses, o hospital alcançou a marca de aproximadamente 200 cirurgias robóticas, com destaque para os procedimentos urológicos. O volume expressivo em um curto período reforça não apenas a adesão à tecnologia, mas também a confiança dos pacientes e da equipe médica. Outro marco importante foi o reconhecimento externo. O trabalho chamou a atenção da própria empresa responsável pela plataforma robótica. A equipe foi convidada pela Strattner Cirurgia Robótica para apresentar o modelo de implantação adotado em Uberlândia, um indicativo claro da qualidade e da eficiência do projeto. Mais do que tecnologia: um novo modelo de assistência A cirurgia robótica representa uma mudança profunda na forma de cuidar, e não apenas pela tecnologia envolvida. Na prática, ela exige um novo modelo mental e operacional, baseado em integração e alto nível de especialização. “A robótica eleva o padrão de assistência como um todo. Não é possível alcançar excelência de forma individual. É um trabalho coletivo”, explica o Dr. Leandro. Esse modelo envolve uma atuação altamente coordenada entre cirurgiões, anestesistas, equipe de enfermagem e profissionais de apoio. Cada etapa do processo é pensada para garantir mais segurança, precisão e melhores desfechos clínicos. O resultado é um cuidado mais organizado, padronizado e centrado no paciente. Precisão cirúrgica com preservação de funções Um dos maiores avanços da cirurgia robótica está na possibilidade de realizar procedimentos complexos com alto nível de precisão, especialmente em casos oncológicos. De acordo com o cirurgião, a tecnologia permite unir dois objetivos fundamentais: tratar a doença de forma eficaz e, ao mesmo tempo, preservar estruturas essenciais do organismo. “Na cirurgia para câncer de próstata, por exemplo, conseguimos preservar o esfíncter urinário e os feixes nervosos, realizando um procedimento reconstrutivo e minimamente invasivo”, explica. Esse cuidado técnico tem impacto direto na qualidade de vida do paciente no pós-operatório, reduzindo riscos de complicações funcionais e favorecendo uma recuperação mais completa. Recuperação mais rápida e experiência mais confortável Além da precisão, a cirurgia robótica se destaca por reduzir significativamente o impacto do procedimento no organismo. Na prática clínica, isso se traduz em benefícios claros: * menor sangramento durante a cirurgia; * menos dor no pós-operatório; * redução do tempo de internação; * necessidade menor de analgésicos; * retorno mais rápido às atividades profissionais e pessoais. “O paciente volta para sua rotina com uma brevidade surpreendente”, reforça o médico. Esse conjunto de vantagens contribui para uma experiência mais segura e confortável, tanto do ponto de vista físico quanto emocional. Um avanço que impacta toda a região A consolidação da cirurgia robótica no Mater Dei Santa Clara representa um marco importante para Uberlândia e para o Triângulo Mineiro. Mais do que ampliar o acesso à tecnologia de ponta, o programa fortalece um modelo assistencial baseado em excelência, inovação e trabalho em equipe. “Quando você implanta um projeto como esse, você eleva todo o nível da assistência”, resume o Dr. Leandro. Após o primeiro ano, os resultados mostram que esse caminho já está bem estruturado, com impacto direto na segurança, na recuperação e na qualidade de vida dos pacientes.
Cirurgia robótica é segura? Entenda os protocolos e a tecnologia que elevam o padrão cirúrgico

A cirurgia robótica deixou de ser uma promessa e se consolidou como uma realidade em centros de excelência. Mas, para muitos pacientes, ainda permanece a dúvida: afinal, esse tipo de procedimento é realmente seguro? A resposta passa por um ponto essencial: a tecnologia não atua sozinha. Ela está inserida em um ecossistema de protocolos rigorosos, equipes altamente capacitadas e estruturas hospitalares preparadas para oferecer o melhor cuidado possível. Segundo o urologista e especialista em cirurgia robótica do ICR.T, Dr. Victor Hugo Borges, a segurança começa antes mesmo do paciente entrar no centro cirúrgico. Protocolos mais avançados, assistência mais segura A evolução da cirurgia robótica trouxe impactos que vão muito além do ato cirúrgico em si. Houve uma transformação completa na forma como o cuidado é organizado. “Os protocolos de segurança das plataformas robóticas exigem uma melhoria de todo o ambiente perioperatório do paciente”, explica o médico. Isso significa que hospitais que oferecem esse tipo de procedimento precisam atender a critérios mais rigorosos, desde a infraestrutura física até a qualificação contínua das equipes. Na prática, essa exigência eleva o padrão de toda a assistência. “Isso impacta diretamente nos resultados dos pacientes, pois o ecossistema da assistência médica passa a garantir mais segurança e conforto”, completa. Ou seja, não se trata apenas de operar com um robô, mas de estruturar um ambiente mais preparado, integrado e seguro. Tecnologia que reduz riscos e amplia possibilidades A precisão é um dos grandes diferenciais da cirurgia robótica, além de ser um dos principais fatores de segurança. Com visão tridimensional ampliada e instrumentos de alta sensibilidade, o cirurgião consegue realizar movimentos mais delicados e controlados, reduzindo o risco de danos a estruturas importantes. De acordo com o especialista, essa tecnologia tem papel decisivo especialmente em casos mais complexos. “A tecnologia robótica é cada vez mais decisiva para evitar complicações e atingir melhores resultados cirúrgicos”, afirma. Na prática, isso se traduz em benefícios concretos para o paciente: * Preservação de funções importantes, como continência urinária e função sexual; * Manutenção de órgãos essenciais, mesmo em cirurgias oncológicas; * Menor agressão aos tecidos saudáveis; * Recuperação mais rápida e com menos dor. Além disso, a robótica permite realizar procedimentos que, há alguns anos, eram considerados extremamente desafiadores ou até inviáveis. Exemplos reais de aplicação na urologia Na urologia, a cirurgia robótica já é amplamente utilizada e apresenta resultados consistentes. Entre os principais exemplos citados pelo Dr. Victor Hugo Borges, destacam-se: * Remoção de tumores renais com preservação máxima do rim; * Tratamento do câncer de próstata com menor impacto funcional; * Cirurgias de retirada da bexiga com recuperação mais rápida; * Procedimentos reconstrutivos complexos de ureter, bexiga e rins. Esses avanços mostram como a combinação entre tecnologia e expertise médica amplia as possibilidades terapêuticas, sempre com foco na segurança e na qualidade de vida do paciente. Segurança que vai além da tecnologia Embora o robô seja um recurso de alta precisão, o fator humano continua sendo determinante. A experiência do cirurgião e o treinamento da equipe fazem toda a diferença nos resultados. Por isso, ao avaliar a segurança da cirurgia robótica, é importante considerar o conjunto: tecnologia avançada, protocolos bem definidos e profissionais qualificados. Quando esses elementos estão alinhados, o paciente se beneficia de um cuidado mais moderno, seguro e eficiente.