Síndrome do Túnel do Carpo: quando o formigamento nas mãos merece atenção

Síndrome do Túnel do Carpo

Formigamento, dormência, sensação de choque ou dor nas mãos podem parecer apenas consequências de uma rotina intensa. Quando esses sintomas se tornam frequentes, porém, principalmente à noite ou durante atividades cotidianas, podem indicar a Síndrome do Túnel do Carpo, uma condição causada pela compressão do nervo mediano na região do punho. A doença merece atenção porque, sem tratamento adequado, a compressão prolongada pode comprometer a sensibilidade e a força da mão. Além disso, pessoas com diabetes apresentam maior risco de desenvolver a síndrome, o que reforça a importância do acompanhamento médico. Formigamento frequente é sinal de alerta Segundo o Dr. Luiz Fernando de Freitas, ortopedista e traumatologista, especialista em cirurgia da mão, ombro e cotovelo e em microcirurgia reparadora do Mater Dei Santa Genoveva, os sintomas costumam atingir principalmente o polegar, o indicador, o dedo médio e parte do anelar. “Os sintomas mais comuns são formigamento, dormência, sensação de choques, queimação e dor”, explica. Em muitos casos, as manifestações ficam mais intensas durante a noite e podem até acordar o paciente. Também podem aparecer ou piorar ao dirigir, usar o celular ou realizar atividades que exigem movimentos repetitivos das mãos. Quando o desconforto passa a ser frequente ou persistente, interfere no sono, no trabalho ou nas atividades do dia a dia, é importante procurar avaliação médica. A perda de força, a dificuldade para segurar objetos e realizar movimentos de precisão também são sinais de alerta. Em quadros mais avançados, a compressão prolongada pode levar à perda permanente de sensibilidade e à atrofia da musculatura da mão. Nem todo caso precisa de cirurgia O diagnóstico e a avaliação individualizada são fundamentais para definir o tratamento. Nem todas as pessoas com Síndrome do Túnel do Carpo precisam passar por cirurgia. De acordo com o Dr. Luiz Fernando, o procedimento cirúrgico é considerado principalmente quando existe uma compressão mais importante do nervo, quando os sintomas persistem apesar do tratamento conservador ou quando já existem sinais de comprometimento neurológico, como perda de força e alterações significativas identificadas no exame físico ou na eletroneuromiografia. O objetivo da cirurgia é liberar o nervo mediano. Para isso, o ligamento que forma o teto do túnel do carpo é aberto, aumentando o espaço disponível para o nervo. A liberação pode ser realizada por diferentes técnicas, incluindo a cirurgia convencional e abordagens minimamente invasivas ou endoscópicas. A escolha depende das características de cada paciente, como intensidade e duração dos sintomas, grau de compressão, alterações motoras ou sensitivas, doenças associadas, cirurgias anteriores e experiência do cirurgião. “O mais importante é fazer um diagnóstico adequado e individualizar o tratamento. Quando a cirurgia é indicada, o diagnóstico e o tratamento em tempo adequado podem evitar que uma lesão mais avançada do nervo se torne permanente”, destaca o médico. Diabetes aumenta a vulnerabilidade dos nervos A relação entre diabetes e Síndrome do Túnel do Carpo merece atenção. O Dr. Joel Heitor Filho, endocrinologista e metabologista do Mater Dei Santa Genoveva, esclarece que pessoas com diabetes apresentam maior risco de desenvolver a condição, principalmente em razão das alterações provocadas pela hiperglicemia crônica. O diabetes pode favorecer alterações nos nervos, nos pequenos vasos que os irrigam e nos tecidos que os envolvem. Com isso, o nervo mediano pode ficar mais vulnerável à compressão dentro do túnel do carpo. Por esse motivo, o controle adequado do diabetes é parte importante da prevenção de complicações neurológicas. O acompanhamento deve incluir o controle glicêmico individualizado e a avaliação periódica da função dos nervos. “Não se deve considerar todo formigamento como neuropatia diabética”, alerta o endocrinologista. Sintomas que aparecem de forma localizada, assimétrica ou relacionados à posição do punho podem indicar uma neuropatia compressiva, como a Síndrome do Túnel do Carpo. Atenção também aos sintomas nas mãos No paciente com diabetes, a observação dos sintomas ajuda a diferenciar alterações neurológicas, relacionadas à doença, de uma possível compressão nervosa. Formigamento ou dormência predominantes nas mãos, especialmente no polegar, indicador e dedo médio, sintomas noturnos, sensação de choque ou queimação, perda de força e dificuldade para segurar objetos são manifestações que merecem investigação. A avaliação médica também é importante porque a neuropatia diabética periférica costuma afetar principalmente os pés e pode ser inicialmente assintomática. Por isso, o rastreamento periódico não deve ocorrer apenas quando surgem sintomas. Além do controle da glicemia, manter acompanhamento regular, praticar atividade física de forma adequada e controlar fatores de risco cardiovasculares e metabólicos contribui para reduzir a possibilidade de complicações relacionadas ao diabetes. Informação ajuda a preservar a saúde das mãos Dor ou formigamento nas mãos que se repetem não devem ser automaticamente atribuídos ao excesso de trabalho, ao uso do celular ou ao diabetes. Identificar a origem do sintoma é o primeiro passo para definir o tratamento mais adequado. Com diagnóstico precoce e acompanhamento individualizado, é possível tratar a Síndrome do Túnel do Carpo, de acordo com a gravidade do quadro, e reduzir o risco de comprometimento permanente do nervo. No Mater Dei Santa Genoveva, a atuação integrada de especialistas permite avaliar diferentes fatores relacionados à condição e definir a melhor estratégia de cuidado para cada paciente. Formigamento ou dormência frequentes nas mãos merecem atenção. Procure avaliação médica para identificar a causa e iniciar o cuidado adequado.

Cirurgia robótica permite tratamento de tumor renal avançado com alta complexidade em Uberlândia

Cirurgia robótica

Uma cirurgia extremamente complexa da urologia oncológica foi realizada em Uberlândia (MG) no dia 15 de julho. O procedimento consistiu em uma nefrectomia radical robótica direita associada à trombectomia da veia cava inferior, indicada para um paciente com um volumoso tumor renal que havia avançado para a principal veia responsável por levar o sangue da parte inferior do corpo ao coração. A cirurgia foi conduzida pelos urologistas Dr. Victor Hugo Borges Silva, Dr. Leandro Alves de Oliveira, Dr. Jorge Henrique Moreira Agostinho e Dr. Gabriel Barbosa, membros da equipe do ICR.T – Instituto de Cirurgia Robótica do Triângulo, utilizando plataforma robótica. Tumores renais que invadem a circulação venosa representam um dos maiores desafios da especialidade. Quando o câncer se estende para a veia cava inferior, além da retirada completa do rim comprometido, torna-se necessária a remoção do trombo tumoral localizado dentro do vaso sanguíneo. O procedimento exige planejamento rigoroso, conhecimento anatômico aprofundado e controle preciso durante toda a cirurgia. Segundo o urologista e cirurgião robótico Dr. Victor Hugo, a evolução tecnológica permitiu ampliar as possibilidades de tratamento para pacientes que, há alguns anos, frequentemente necessitavam de grandes cirurgias abertas. “Os tumores renais com extensão para a veia cava sempre representaram um enorme desafio cirúrgico. A plataforma robótica oferece visão tridimensional ampliada, maior precisão dos movimentos e melhor controle da dissecção em áreas extremamente delicadas. Esses recursos ajudam a executar procedimentos complexos com mais segurança, sempre associados ao treinamento e à experiência da equipe”, explica o médico. Tecnologia favorece precisão em cirurgias complexas A cirurgia robótica vem sendo incorporada progressivamente ao tratamento de doenças urológicas em diversos centros especializados no Brasil e no mundo. Diferentemente da cirurgia convencional, a plataforma robótica oferece imagem tridimensional em alta definição e instrumentos articulados que reproduzem os movimentos das mãos do cirurgião com amplitude e precisão superiores às dos instrumentos laparoscópicos tradicionais. Essas características são especialmente importantes quando o procedimento envolve grandes vasos sanguíneos ou estruturas anatômicas de difícil acesso. Entre os principais benefícios observados em casos selecionados estão maior precisão dos movimentos cirúrgicos, melhor visualização das estruturas anatômicas, redução do tremor fisiológico, maior controle durante a dissecção de vasos sanguíneos, menor trauma cirúrgico em comparação com abordagens abertas tradicionais, potencial para menor tempo de internação e recuperação mais rápida. No caso realizado em Uberlândia, o paciente apresentou boa evolução clínica e recebeu alta hospitalar no dia seguinte ao procedimento. Experiência da equipe continua sendo fator decisivo Apesar dos avanços tecnológicos, especialistas ressaltam que o sucesso de procedimentos dessa complexidade depende, sobretudo, da capacitação da equipe médica e do planejamento pré-operatório. Para o urologista Dr. Leandro, a tecnologia funciona como uma ferramenta que potencializa o trabalho do cirurgião, mas não substitui a experiência profissional. “Casos de alta complexidade exigem uma preparação criteriosa e atuação integrada de toda a equipe. A plataforma robótica amplia nossa capacidade técnica, porém os resultados dependem de indicação adequada, planejamento detalhado e da experiência dos profissionais envolvidos”, esclarece o cirurgião. Casos complexos podem ser tratados fora dos grandes centros O crescimento da cirurgia robótica em cidades do interior amplia o acesso da população a procedimentos de alta complexidade, reduzindo a necessidade de deslocamento para capitais em busca de tratamento especializado. Para os médicos, a combinação entre tecnologia, equipes treinadas e infraestrutura hospitalar adequada amplia as alternativas terapêuticas para pacientes com doenças complexas e contribui para oferecer tratamentos cada vez mais seguros e individualizados.

Telemedicina pode reduzir tempo de espera por atendimento em casos de baixa complexidade

Atendimento virtual permite avaliação médica sem deslocamento e pode contribuir para desafogar serviços presenciais; modelo já é utilizado como complemento à assistência tradicional A demora para conseguir atendimento médico é um dos desafios enfrentados por pacientes que procuram os serviços de saúde, especialmente em períodos de maior demanda. Nesse cenário, a telemedicina ganhou espaço como alternativa para reduzir o intervalo entre o surgimento de um sintoma e o primeiro contato com um profissional de saúde, principalmente em situações de baixa complexidade que podem ser avaliadas remotamente. A proposta não é substituir consultas presenciais ou atendimentos de urgência e emergência, mas integrar diferentes formas de assistência. O Ministério da Saúde define a Telessaúde como uma estratégia que utiliza tecnologias digitais para oferecer atendimento de forma complementar ao cuidado presencial. Entre os recursos estão teleconsulta, teleorientação, telemonitoramento, teletriagem e telediagnóstico. Os dados do Ministério da Saúde mostram que o atendimento digital já faz parte da estrutura assistencial brasileira. Segundo o Relatório de Gestão 2025 da pasta, foram registrados 3.210.529 atendimentos de telessaúde no ano passado. Somados aos atendimentos realizados anteriormente, o acumulado chegou a 5.736.725. Em 2024, foram registrados 2.526.196 atendimentos. Além da expansão no sistema público, a saúde suplementar também reúne um número significativo de usuários que podem se beneficiar de diferentes portas de entrada para o cuidado. Em maio de 2026, o Brasil tinha 53.077.896 beneficiários de planos de assistência médica, segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O número representa crescimento de aproximadamente 1,9% em relação a maio de 2025. Para quem precisa conciliar trabalho, deslocamento e cuidados com a saúde, a possibilidade de conversar com um médico remotamente pode representar uma mudança na jornada de atendimento. Uma pessoa com sintomas leves, por exemplo, pode iniciar a avaliação sem precisar se deslocar imediatamente até um pronto-atendimento. A partir da consulta, o profissional avalia o quadro e orienta os próximos passos, inclusive com encaminhamento para atendimento presencial quando necessário. É nesse contexto que a PopVita, plano de saúde desenvolvido pelo Grupo Unimed Uberlândia, utiliza recursos digitais como uma das portas de entrada para o cuidado. Voltada principalmente ao segmento empresarial, incluindo MEIs, microempresas, startups e trabalhadores autônomos, a modalidade reúne recursos como Pronto Atendimento Virtual, aplicativo, telemedicina, Clínica NexaSaúde e acesso a serviços laboratoriais. Para o assessor de negócios Matheus Santamarina, a mudança também está relacionada ao comportamento de quem procura assistência médica. «“O comportamento do consumidor mudou muito nos últimos anos. As pessoas buscam soluções que sejam mais ágeis, acessíveis e compatíveis com a rotina. Na saúde, isso significa ampliar as possibilidades de acesso, permitindo que o beneficiário tenha opções para avaliação médica de forma rápida e, quando necessário, seja direcionado para o atendimento presencial mais adequado. A telemedicina não substitui a assistência tradicional, mas amplia as portas de entrada e ajuda a tornar a jornada do cuidado mais simples e eficiente”, afirma.» Segundo Santamarina, a tecnologia pode ser especialmente relevante para públicos que tradicionalmente tiveram dificuldade de acesso à saúde suplementar ou que precisam conciliar o atendimento médico com uma rotina de trabalho. «“A digitalização tem um papel importante na aproximação das pessoas com os serviços de saúde, especialmente para trabalhadores, pequenos empreendedores e profissionais autônomos, que muitas vezes precisam conciliar uma rotina intensa com os cuidados médicos. Para muitas pessoas que estão tendo o primeiro contato com a saúde suplementar, ter uma alternativa de atendimento pelo celular, sem a necessidade de deslocamento em situações compatíveis com o atendimento virtual, pode facilitar bastante o acesso. O objetivo é utilizar a tecnologia para tornar o cuidado mais acessível e oferecer ao paciente diferentes caminhos para iniciar sua jornada assistencial”, completa o assessor.» Na prática, o atendimento virtual começa com o acesso do paciente à plataforma e a realização de uma avaliação médica por videoconferência ou por outro recurso disponibilizado pelo serviço. O profissional coleta informações sobre os sintomas, o histórico e a evolução do quadro e, dentro dos limites da modalidade, define a orientação mais adequada. A avaliação remota, entretanto, tem limitações. Casos que exigem exame físico, procedimentos, exames imediatos ou que apresentam sinais de gravidade devem ser direcionados para atendimento presencial. Situações de emergência também não devem aguardar uma consulta virtual. Na PopVita, o Pronto Atendimento Virtual funciona como uma das portas de entrada disponíveis aos beneficiários. A proposta é permitir que o paciente tenha contato com um profissional de saúde sem precisar iniciar necessariamente sua jornada em uma unidade física, quando o quadro for compatível com esse tipo de atendimento. A experiência reforça uma tendência mais ampla na área da saúde: a tecnologia não elimina a necessidade do atendimento presencial, mas pode ajudar a organizar a jornada do paciente e oferecer uma alternativa de acesso em situações adequadas. Em um cenário de alta demanda por serviços de saúde, a combinação entre recursos digitais e estruturas presenciais pode contribuir para tornar o cuidado mais ágil, sem abrir mão da avaliação médica e do encaminhamento adequado para cada situação.

Prefeitura realiza Dia D de Multivacinação amanhã (22)

Ação da Prefeitura de Uberlândia, por meio do Programa Municipal de Imunização, da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), mobiliza unidades de saúde e pontos estratégicos para atualização da vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos A Prefeitura de Uberlândia, por meio do Programa Municipal de Imunização, da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), realiza, neste sábado (22), o Dia D de Multivacinação. A mobilização integra a Campanha de Multivacinação e tem como objetivo ampliar as coberturas vacinais e atualizar a situação vacinal de crianças e adolescentes menores de 15 anos de idade, ou seja, com até 14 anos, 11 meses e 29 dias. A campanha segue até o dia 1º de setembro. Durante o Dia D, as vacinas serão aplicadas nas unidades básicas de saúde (UBSs e UBSFs) da zona urbana e no Vacimóvel, na praça Tubal Vilela, das 8h às 13h. O Cantinho da Saúde, no Terminal Central de Ônibus, e as Unidades de Atendimento Integrado (UAIs) dos bairros Luizote, Martins, Pampulha, Planalto e Tibery funcionarão das 8h às 17h. “O Dia D é uma oportunidade para que pais e responsáveis confiram a situação vacinal de crianças e adolescentes e coloquem em dia as doses necessárias. Estamos ampliando os pontos de atendimento justamente para facilitar o acesso da população. A vacinação é uma das principais ferramentas de prevenção e manter o cartão atualizado é uma responsabilidade fundamental para proteger não apenas cada criança ou adolescente, mas toda a comunidade”, destacou o secretário municipal de Saúde, Adenilson Lima. A ação permite que as equipes de saúde confiram os cartões de vacinação, identifiquem possíveis doses em atraso e façam a atualização dos imunizantes previstos para cada faixa etária. Entre as doenças preveníveis pelas vacinas estão formas graves de tuberculose, hepatites A e B, difteria, tétano, coqueluche, poliomielite, pneumonias e meningites, influenza, covid-19, febre amarela, sarampo, caxumba, rubéola, varicela, HPV e dengue. A vacinação contra o sarampo é uma das estratégias priorizadas pela Secretaria Municipal de Saúde durante a campanha. “Reforçamos a importância de manter a vacinação em dia diante do cenário de alerta para o sarampo. Por ser uma doença altamente transmissível, a vacinação é a principal forma de prevenção e contribui para evitar a ocorrência de novos casos e proteger toda a comunidade, especialmente crianças e adolescentes”, ressaltou o secretário municipal de Saúde. O Ministério da Saúde preconiza cobertura vacinal de 95% para os imunizantes disponíveis. Por isso, a campanha também reforça a necessidade de atualização da vacinação entre os adolescentes, incluindo as vacinas contra dengue, meningite ACWY e HPV. A vacina contra o HPV é destinada rotineiramente a crianças e adolescentes de 9 a 14 anos de idade, com foco também nos jovens de 15 a 19 anos que ainda não receberam o imunizante. Confira as unidades e os horários de atendimento durante o Dia D de Multivacinação amanhã (22) Das 8h às 13h: Vacimóvel (Praça Tubal Viela) e unidades básicas de saúde (UBSs e UBSFs) dos bairros Pequis, Morada Nova, Jardim Canaã 2, Patrimônio, São Jorge 2 e 3, Shopping Park Tripla, Glória, Lagoinha 1 e 2, Custódio Pereira, Morumbi 1, Dom Almir, Joana Darc, Aclimação, Alvorada, Jaraguá, Guarani, Nossa Senhora das Graças, Tocantins, Presidente Roosevelt, Brasil e Santa Rosa Das 8h às 17h: Unidades de Atendimento Integrado (UAIs) dos bairros Luizote, Martins, Pampulha, Planalto e Tibery; além do Cantinho da Saúde (Terminal Central de Ônibus)

Prefeitura realiza dia D de Multivacinação neste sábado (22)

Além das UBSs e UBSFs da zona urbana, as UAIs, o Cantinho da Saúde e o Vacimóvel estarão em funcionamento, a partir das 8h; estratégia faz parte de Campanha de Vacinação para crianças e adolescentes  grande mobilização para vacinar crianças e adolescentes será realizada neste sábado (22) durante o Dia D de Multivacinação. O objetivo é ampliar as coberturas vacinais e atualizar a situação vacinal de crianças e adolescentes menores de 15 anos de idade (14 anos, 11 meses e 29 dias). A estratégia faz parte da Campanha de Multivacinação e será promovida pela Prefeitura de Uberlândia, por meio do Programa Municipal de Imunização, da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). A ação reforça a proteção contra doenças graves, como sarampo, pneumonias e meningites e segue até dia 1º de setembro.              Durante o sábado, a SMS aplicará as vacinas nas unidades básicas de saúde (UBSs e UBSFs) da zona urbana (lista abaixo) e no Vacimóvel (Praça Tubal Viela) das 8h às 13h. Já no Cantinho da Saúde (Terminal Central de Ônibus) e nas Unidades de Atendimento Integrado (UAIs) dos bairros Luizote de Freitas, Martins, Pampulha, Planalto e Tibery haverá vacinação das 8h às 17h. Durante o Dia D, as equipes de saúde irão conferir a situação vacinal, identificar doses em atraso e orientar a população sobre as vacinas indicadas para cada faixa etária e situação vacinal. Imunização Entre as doenças que podem ser evitadas pela vacinação estão formas graves de tuberculose, hepatites A e B, difteria, tétano, coqueluche, poliomielite, infecções por rotavírus, pneumonias e meningites causadas por pneumococos e meningococos, influenza (gripe), covid-19, febre amarela, sarampo, caxumba, rubéola, varicela (catapora), infecções pelo papilomavírus humano (HPV) e dengue.             Diante do cenário nacional, a vacinação contra o sarampo é uma das mais visadas pela SMS. “Reforçamos a importância de manter a vacinação em dia diante do cenário de alerta para o sarampo. Por ser uma doença altamente transmissível, a vacinação é a principal forma de prevenção e contribui para evitar a ocorrência de novos casos e proteger toda a comunidade, especialmente crianças e adolescentes”, destaca o secretário.  O Ministério da Saúde preconiza uma cobertura de 95% para todos os imunizantes disponíveis, por isso o secretário ressalta a importância de os adolescentes também atualizarem o cartão de vacina. Além da vacina contra a Dengue e a ACWY (Meningite), existe a vacina do HPV para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, com foco também em quem tem entre 15 e 19 anos e não tenha recebido o imunizante.  “A vacina contra o vírus HPV é de extrema importância na prevenção das doenças relacionadas a ele, sendo a principal delas o câncer de colo do útero. Ao ser aplicada em crianças e adolescentes, antes da exposição ao vírus, a vacina tem um potencial máximo de proteção, sendo fundamental para a redução da incidência e mortalidade associadas a essas graves doenças. Por isso, temos que aumentar a cobertura vacinal também desse imunizante”, afirmou o secretário. Confira as unidades e os horários de atendimento durante o Dia D da Multivacinação neste sábado (22)  Das 8h às 13h: Vacimóvel (Praça Tubal Viela) e unidades básicas de saúde (UBSs e UBSFs) dos bairros Pequis, Morada Nova, Jardim Canaã 2, Patrimônio, São Jorge 2 e 3, Shopping Park Tripla, Glória, Lagoinha 1 e 2, Custódio Pereira, Morumbi 1, Dom Almir, Joana Darc, Aclimação, Alvorada, Jaraguá, Guarani, Nossa Senhora das Graças, Tocantins, Presidente Roosevelt, Brasil e Santa Rosa  Das 8h às 17h: Unidades de Atendimento Integrado (UAIs) dos bairros Luizote, Martins, Pampulha, Planalto e Tibery; além do Cantinho da Saúde (Terminal Central de Ônibus)

Envelhecimento e cuidado consciente e humanizado: pequenas atitudes que fazem grande diferença

Envelhecimento e cuidado

O aumento da expectativa de vida é uma das maiores conquistas da sociedade. Mas viver mais também exige um novo olhar sobre o envelhecimento. Mais do que tratar doenças, é preciso promover autonomia, segurança, bem-estar e qualidade de vida, respeitando a história, os hábitos e as necessidades de cada pessoa. Nesse contexto, o cuidado humanizado ganha protagonismo. Seja realizado por familiares ou profissionais, cuidar de uma pessoa idosa significa compreender que cada detalhe da rotina pode influenciar diretamente sua saúde física, emocional e cognitiva. Segundo o geriatra Dr. Tiago Ferolla, do Hospital Mater Dei Santa Genoveva, o primeiro passo para oferecer um cuidado de qualidade é entender que ele vai muito além das tarefas do dia a dia. “O cuidador, em muitos casos, precisa de mais atenção do que a própria pessoa que está sendo cuidada. Se ele não estiver bem, o cuidado não será efetivo. É preciso qualificá-lo, cuidar da sua saúde mental e prepará-lo para cada etapa, porque cada paciente é único”, alerta. Cuidar também é prevenir Ao contrário do que muitos imaginam, o cuidado com a pessoa idosa não começa apenas quando surgem limitações importantes. Ele está presente nas pequenas escolhas diárias que ajudam a preservar a independência e reduzir riscos. A prevenção de quedas é um dos exemplos mais importantes. Levantar-se rapidamente da cama, caminhar em ambientes pouco iluminados, manter tapetes soltos ou móveis mal posicionados são situações aparentemente simples, mas que podem provocar acidentes com consequências graves. Por isso, adaptar o ambiente faz parte do cuidado. Barras de apoio no banheiro, boa iluminação, retirada de obstáculos, calçados adequados e móveis seguros contribuem para tornar a casa mais funcional e proteger a autonomia da pessoa idosa. Respeitar a rotina também é uma forma de cuidado Outro aspecto frequentemente negligenciado é a importância da rotina. Mudanças bruscas no ambiente ou na organização da casa podem gerar insegurança, especialmente entre pessoas que convivem com doenças como a demência ou a doença de Alzheimer. Objetos que mudam de lugar, alterações na altura da cama ou reformas que modificam completamente o quarto podem aumentar o risco de confusão, desorientação e quedas. “O ambiente precisa ser seguro, mas também familiar. Pequenas adaptações são importantes, porém mudanças muito grandes podem fazer com que o idoso se perca dentro da própria casa. O cuidado deve sempre buscar reduzir riscos sem perder aquilo que lhe traz segurança e conforto”, explica o geriatra. O cuidado humanizado enxerga a pessoa como um todo Envelhecer não significa apenas lidar com doenças. Alimentação, hidratação, sono, higiene, mobilidade, saúde emocional, socialização e estímulos cognitivos fazem parte de um mesmo conjunto de fatores que determinam a qualidade de vida. Por isso, o olhar do cuidador deve ser amplo e atento aos sinais que, muitas vezes, passam despercebidos. É importante observar se a pessoa está se alimentando adequadamente, ingerindo proteínas suficientes, mantendo uma boa hidratação, evacuando regularmente e utilizando corretamente os medicamentos prescritos. A organização dos horários das medicações também merece atenção especial. Muitos idosos fazem uso de diversos medicamentos simultaneamente, tornando essencial um acompanhamento cuidadoso para evitar esquecimentos, trocas ou doses duplicadas. Além disso, manter uma rotina de atividade física compatível com a condição clínica ajuda a preservar massa muscular, equilíbrio, força e independência funcional. O afeto também faz parte do tratamento O cuidado humanizado envolve algo que nenhum medicamento consegue substituir: a presença. Conversar, estimular a leitura, ouvir histórias, caminhar ao ar livre, tomar um café juntos ou simplesmente compartilhar alguns minutos do dia ajudam a reduzir o isolamento social e favorecem a saúde emocional. Esses momentos fortalecem vínculos, estimulam a memória, preservam a cognição e contribuem para que o envelhecimento aconteça de forma mais ativa e significativa. Mesmo quando há necessidade de uma Instituição de Longa Permanência, a presença da família continua sendo fundamental para manter os laços afetivos e proporcionar segurança emocional. Cuidar exige conhecimento e acolhimento Nem sempre quem cuida é um profissional da saúde. Filhos, netos, cônjuges e outros familiares frequentemente assumem essa responsabilidade, conciliando o cuidado com trabalho, compromissos pessoais e desafios emocionais. Essa realidade reforça a importância da orientação médica e da educação em saúde. Compreender as características do envelhecimento, aprender a identificar sinais de alerta e saber como agir diante das situações do dia a dia torna o cuidado mais seguro para todos os envolvidos. “O cuidador precisa olhar para a pessoa idosa de forma integral. É necessário pensar em como reduzir riscos e, principalmente, promover qualidade de vida. Cuidar é enxergar o outro por completo e fazer o possível para que ele viva cada fase da vida com dignidade, conforto e bem-estar”, conclui o Dr. Tiago Ferolla. Envelhecer com qualidade é um compromisso compartilhado O envelhecimento faz parte da trajetória de todos nós. Quando existe planejamento, acompanhamento médico e uma rede de apoio preparada, é possível preservar autonomia, prevenir complicações e proporcionar uma vida mais ativa e saudável. No Hospital Mater Dei Santa Genoveva, o cuidado com a pessoa idosa é baseado em uma abordagem integral, que valoriza não apenas o tratamento das doenças, mas também a prevenção, a funcionalidade, a humanização e o respeito à individualidade de cada paciente. Porque envelhecer bem significa viver cada etapa da vida com segurança, autonomia e, acima de tudo, dignidade.

Agosto Dourado: apoio, informação e acolhimento fortalecem o sucesso da amamentação

O mês de agosto é marcado pela campanha Agosto Dourado, um movimento que reforça a importância do aleitamento materno para a saúde da mãe e do bebê. A cor dourada simboliza o padrão ouro de qualidade do leite materno, considerado o alimento mais completo para os primeiros meses de vida e um dos principais aliados para o desenvolvimento infantil. Muito além da nutrição, a amamentação representa proteção, vínculo afetivo e cuidado. Também contribui para a saúde materna e gera benefícios para toda a sociedade, ao reduzir a ocorrência de doenças, internações e complicações na infância. Embora seja um processo natural, amamentar nem sempre acontece sem desafios. Por isso, informação qualificada, acompanhamento profissional e uma rede de apoio acolhedora fazem toda a diferença para que mães e bebês vivenciem essa experiência com mais segurança e tranquilidade. O leite materno é um alimento completo Nos primeiros seis meses de vida, o leite materno oferece todos os nutrientes necessários para o crescimento e o desenvolvimento saudável do bebê, dispensando a necessidade de água, chás, sucos ou outros alimentos, salvo orientação médica. Além de fornecer proteínas, gorduras, vitaminas e minerais em quantidades adequadas, sua composição é dinâmica e acompanha as necessidades da criança em cada fase do desenvolvimento. Outro diferencial é a presença de anticorpos, células de defesa e substâncias bioativas que fortalecem o sistema imunológico, contribuindo para reduzir o risco de infecções respiratórias, diarreias, alergias e outras doenças comuns na infância. A amamentação também favorece o desenvolvimento da musculatura da face, estimula a sucção correta, auxilia na formação da arcada dentária e está associada a melhores resultados no desenvolvimento cognitivo e emocional da criança. Benefícios que também alcançam a mãe Os ganhos da amamentação não se restringem ao bebê. Durante o período de amamentação, ocorre a liberação de hormônios que favorecem a contração do útero e ajudam na recuperação após o parto. O aleitamento também pode contribuir para reduzir o risco de hemorragias no pós-parto e está associado à diminuição da incidência de câncer de mama e de ovário, além de colaborar para a prevenção de diabetes Tipo 2 e doenças cardiovasculares, ao longo da vida. Outro aspecto importante é o fortalecimento do vínculo entre mãe e filho. O contato pele a pele, o olhar, o toque e a proximidade durante as mamadas promovem segurança emocional e favorecem a construção de uma relação afetiva desde os primeiros dias de vida. Quando surgem as dificuldades, o acolhimento faz toda a diferença Apesar de todos os benefícios, muitas mulheres enfrentam inseguranças e dificuldades para amamentar. Dor, fissuras nos mamilos, dificuldades na pega correta, ingurgitamento mamário, dúvidas sobre a quantidade de leite produzida e o cansaço natural do puerpério são situações relativamente frequentes e que podem gerar ansiedade. Por isso, especialistas reforçam que a mãe não deve enfrentar essas dificuldades sozinha. O suporte oferecido por profissionais capacitados permite identificar precocemente possíveis intercorrências, orientar ajustes na posição do bebê, corrigir a pega quando necessário e oferecer estratégias individualizadas para cada família. Mais do que incentivar a amamentação, é fundamental criar condições para que ela aconteça de forma respeitosa, segura e possível para cada mulher. A participação da família é essencial Sendo assim, o sucesso da amamentação não depende exclusivamente da mãe. Companheiros, avós, familiares e pessoas próximas desempenham um papel importante ao compartilhar responsabilidades, oferecer apoio emocional, ajudar nas tarefas da rotina e respeitar o tempo necessário para que mãe e bebê construam, juntos, esse processo de adaptação. Uma rede de apoio acolhedora reduz o estresse materno, fortalece a autoconfiança e favorece a manutenção do aleitamento materno exclusivo nos primeiros meses de vida. Além disso, ambientes de trabalho, instituições de saúde e toda a sociedade também têm responsabilidade na promoção e proteção da amamentação, criando condições para que as mulheres consigam exercer esse direito com dignidade. Um cuidado que começa antes mesmo do nascimento O incentivo ao aleitamento materno deve começar ainda durante o pré-natal. É nesse período que muitas dúvidas podem ser esclarecidas e que a gestante recebe orientações sobre os benefícios da amamentação, os primeiros cuidados após o parto e a importância do contato pele a pele logo após o nascimento, sempre que possível. Após o nascimento do bebê, o acompanhamento multiprofissional continua sendo fundamental para oferecer suporte nos primeiros dias, período em que surgem as principais dúvidas e desafios relacionados à amamentação. Cuidado integral para mãe e bebê No Mater Dei Santa Clara, hospital referência em maternidade na região do Triângulo, o cuidado com a saúde materno-infantil é pautado por uma assistência humanizada, baseada em evidências científicas e centrada nas necessidades de cada família. Desde o pré-natal até o parto e o puerpério, equipes multiprofissionais acompanham mães e bebês oferecendo acolhimento, orientação e suporte para fortalecer o início da amamentação e promover uma experiência mais segura e tranquila. Ao adotar práticas que favorecem o vínculo entre mãe e filho, a instituição incentiva o contato precoce e valoriza o aleitamento materno como um dos pilares fundamentais para um começo de vida saudável. Agosto Dourado: uma campanha que incentiva informação e apoio A campanha Agosto Dourado reforça que amamentar é um investimento em saúde, com benefícios que acompanham mães e filhos por toda a vida. Ao mesmo tempo, chama a atenção para a importância do acolhimento, da informação qualificada e da construção de redes de apoio que respeitem a individualidade de cada mulher e contribuam para superar os desafios que podem surgir ao longo dessa jornada. Mais do que um ato de alimentação, a amamentação representa um cuidado que une ciência, afeto e proteção desde os primeiros instantes de vida. Quando família, profissionais de saúde e instituições caminham juntos, aumentam as oportunidades para que esse momento seja vivido com confiança, segurança e bem-estar.

Planos de saúde empresariais evoluem com tecnologia e mais acessibilidade

Mercado aposta em modelos digitais, prevenção e eficiência para atender às novas necessidades de empresas e beneficiários O mercado brasileiro de saúde suplementar vive uma transformação impulsionada por mudanças econômicas, tecnológicas e comportamentais. Em um cenário marcado pelo crescimento dos custos assistenciais, pelo envelhecimento da população e pela incorporação contínua de novas tecnologias médicas, operadoras de saúde passaram a desenvolver modelos mais acessíveis, digitais e voltados ao cuidado contínuo. A mudança acompanha uma demanda crescente por soluções que simplifiquem o acesso aos serviços de saúde, ampliem a eficiência operacional e proporcionem uma experiência mais integrada para beneficiários e empresas. Segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o Brasil encerrou 2025 com aproximadamente 53,2 milhões de beneficiários em planos médico-hospitalares. Desse total, 72% pertencem aos planos coletivos empresariais, que somam 37,6 milhões de usuários, consolidando essa modalidade como a principal porta de entrada para a saúde suplementar. Além disso, estudos do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) mostram que o número de empresas contratantes de planos coletivos empresariais passou de 1,6 milhão para 2,3 milhões entre 2020 e 2024, um crescimento de 48,1%. O movimento demonstra que organizações de diferentes portes enxergam o benefício como uma importante estratégia para atrair, reter talentos e promover qualidade de vida aos colaboradores. O consumidor mudou e o setor precisou acompanhar As transformações vão muito além da digitalização dos serviços. Segundo o assessor de negócios Matheus Santamarina, o setor passou por uma revisão estrutural para responder às novas expectativas dos consumidores. “O mercado de saúde suplementar passa por uma transformação estrutural. O aumento dos custos assistenciais, o envelhecimento da população, a incorporação constante de novas tecnologias médicas e a necessidade de ampliar o acesso à saúde exigiram que as operadoras revisassem seus modelos de negócio”, afirma. Na avaliação do especialista, oferecer cobertura deixou de ser suficiente. “Hoje, empresas e beneficiários esperam uma jornada mais simples, integrada e preventiva, capaz de aproximar o paciente do sistema de saúde utilizando recursos tecnológicos para facilitar o cuidado”, completa. O que empresas e beneficiários esperam de um plano de saúde atualmente O perfil do consumidor também mudou. Além da qualidade assistencial, fatores como facilidade de contratação, rapidez no atendimento e autonomia para resolver demandas digitalmente passaram a influenciar a decisão de contratação. Entre os atributos mais valorizados estão: contratação simplificada; atendimento pelo celular; telemedicina; acesso rápido aos profissionais de saúde; previsibilidade de custos; atendimento humanizado; acompanhamento contínuo da saúde. Essa mudança faz com que o plano deixe de ser utilizado apenas em situações de doença e passe a atuar como um aliado permanente na promoção da saúde. Tecnologia passa a ser requisito na saúde suplementar Aplicativos, carteirinha digital, telemedicina, autorizações online e atendimento omnichannel deixaram de representar diferenciais competitivos para se tornarem parte da expectativa do consumidor. Segundo Matheus Santamarina, a tecnologia exerce papel fundamental na simplificação da experiência. “Assim como ninguém imagina um banco funcionando sem aplicativo, o consumidor também espera que seu plano de saúde ofereça soluções digitais que facilitem sua rotina”, comenta. Além de beneficiar o usuário, a digitalização melhora a gestão do benefício pelas empresas ao reduzir burocracias, facilitar agendamentos, agilizar autorizações e fornecer informações estratégicas sobre utilização dos serviços. Empresas procuram equilíbrio entre qualidade e sustentabilidade Independentemente do porte, empresas têm buscado benefícios capazes de combinar qualidade assistencial com eficiência financeira. Segundo Santamarina, existe uma preocupação crescente em oferecer planos que atendam diferentes perfis de colaboradores sem comprometer a sustentabilidade do negócio. Nesse contexto, ganham espaço soluções mais flexíveis, com processos simplificados e foco no uso consciente dos recursos disponíveis. Esse movimento beneficia desde microempreendedores individuais (MEIs) até pequenas, médias e grandes empresas que desejam investir em saúde como diferencial competitivo. PopVita acompanha essa evolução do mercado Inserida nesse cenário de transformação da saúde suplementar, a PopVita, plano de saúde do Grupo Unimed Uberlândia, foi desenvolvida para atender às novas demandas de consumidores e empresas. O modelo reúne recursos digitais que permitem ao beneficiário realizar diversas atividades pelo aplicativo e pelos canais digitais, como: utilização da carteirinha digital; consulta à rede credenciada; telemedicina; acompanhamento de autorizações; consulta ao extrato de coparticipação; agendamento de consultas. Outro diferencial é a atuação da Clínica NexaSaúde como principal porta de entrada da assistência, fortalecendo a coordenação do cuidado e promovendo uma utilização mais eficiente da rede assistencial. Segundo Matheus Santamarina, “a PopVita nasceu justamente para atender essa nova realidade do mercado. Nosso modelo combina tecnologia, acessibilidade e uma rede assistencial integrada”. O futuro dos planos de saúde passa pela prevenção A tendência é que os planos de saúde estejam cada vez mais focados na prevenção e no acompanhamento contínuo dos beneficiários. Na avaliação de Matheus Santamarina, essa transformação é definitiva. Segundo ele, os modelos do futuro deverão estar apoiados em cinco pilares: acesso facilitado aos serviços; integração entre atendimento presencial e digital; medicina preventiva; uso intensivo de tecnologia e inteligência de dados; sustentabilidade financeira aliada à qualidade assistencial. Mais do que comercializar planos, o desafio passa a ser construir uma relação permanente entre empresas, beneficiários e serviços de saúde. Conhecer as mudanças ajuda a escolher melhor A evolução da saúde suplementar mostra que tecnologia, prevenção e cuidado contínuo deixaram de ser tendências para se tornarem parte da rotina dos beneficiários. Para empresas, MEIs, profissionais liberais e demais interessados em contratar um plano de saúde empresarial, compreender essas mudanças é um passo importante para fazer uma escolha alinhada às necessidades atuais. Quem deseja conhecer melhor as soluções disponíveis pode solicitar uma cotação, conversar com um consultor ou obter mais informações sobre os planos oferecidos pela PopVita e avaliar qual modelo atende melhor ao seu perfil. Entre em contato pelo whatsapp (34) 99680-4074

Três cirurgias robóticas de próstata realizadas no mesmo dia ilustram avanço da tecnologia no tratamento urológico

A realização de três cirurgias de próstata em um único dia poderia apenas representar a jornada de rotina de cirurgiões experientes. No entanto, quando as três cirurgias são executadas empregando a tecnologia robótica, no mesmo local, isso evidencia a crescente incorporação da cirurgia robótica no tratamento de doenças urológicas. No dia 1º de julho, dois procedimentos para câncer de próstata e uma cirurgia para hiperplasia prostática benigna (HPB) foram concluídos com sucesso no Instituto de Cirurgia Robótica do Triângulo (ICR.T), em Uberlândia, utilizando plataforma robótica. As cirurgias foram conduzidas pelos urologistas Dr. Leandro Alves de Oliveira e Dr. Victor Hugo Borges Silva. Segundo os médicos, a tecnologia robótica amplia a precisão dos movimentos cirúrgicos e favorece uma abordagem minimamente invasiva em procedimentos de elevada complexidade. “Fornecer ao cirurgião visão tridimensional ampliada, instrumentos articulados e maior precisão nos movimentos permite uma dissecação mais delicada dos tecidos. O objetivo é realizar um tratamento oncológico adequado, preservando estruturas importantes, sempre que isso é clinicamente possível”, explica o Dr. Leandro. Cirurgia robótica amplia possibilidades no tratamento do câncer de próstata Entre os procedimentos realizados estavam duas prostatectomias radicais robóticas, indicadas principalmente para pacientes com câncer de próstata localizado. A cirurgia consiste na retirada da próstata e, quando indicada, representa uma das principais opções terapêuticas para controle da doença. O uso da plataforma robótica permite movimentos precisos em uma região anatômica delicada, onde passam estruturas relacionadas à continência urinária e à função sexual. De acordo com o Dr. Victor Hugo, a tecnologia oferece condições que podem favorecer a recuperação pós-operatória. “A cirurgia robótica proporciona uma abordagem minimamente invasiva, geralmente associada a menor perda sanguínea, incisões menores, menos dor no pós-operatório e recuperação mais rápida quando comparada às técnicas abertas tradicionais. Cada caso, entretanto, deve ser avaliado individualmente”, afirma. Técnica robótica também beneficia pacientes com hiperplasia prostática benigna Além dos procedimentos oncológicos, foi realizada uma prostatectomia transvesical robótica para tratamento da hiperplasia prostática benigna (HPB), condição caracterizada pelo aumento benigno da próstata e que pode provocar dificuldade para urinar, jato urinário fraco, aumento da frequência urinária e impacto significativo na qualidade de vida. Nesse procedimento, o acesso cirúrgico ocorre por meio da bexiga, utilizando os recursos da plataforma robótica para remover o tecido prostático aumentado. Os dois cirurgiões destacam que essa técnica representa uma alternativa para pacientes com próstatas de grande volume que necessitam de tratamento cirúrgico, oferecendo uma abordagem menos invasiva e potencialmente associada a recuperação mais confortável. Tecnologia depende da experiência da equipe cirúrgica Embora a plataforma robótica represente um importante avanço tecnológico, os resultados dependem da indicação adequada do procedimento, do planejamento cirúrgico e da experiência da equipe médica. “A tecnologia é uma ferramenta que amplia as possibilidades do cirurgião, mas o planejamento, a capacitação da equipe e a seleção correta dos pacientes continuam sendo determinantes para alcançar bons resultados”, destaca o Dr. Leandro Alves de Oliveira. A cirurgia robótica vem sendo empregada em diferentes especialidades médicas e tem ampliado seu espaço na urologia, especialmente em procedimentos para câncer de próstata e hiperplasia prostática benigna. A expectativa dos profissionais envolvidos nas três cirurgias é que o avanço tecnológico continue contribuindo para tratamentos cada vez mais precisos e menos invasivos, com foco na segurança e na recuperação dos pacientes.

Quando procurar um médico da dor? Especialidade ainda é desconhecida por muitos pacientes

Dor nas costas, no pescoço, nos joelhos ou após uma cirurgia. Para muitas pessoas, conviver com algum tipo de dor faz parte da rotina. O problema é que, em boa parte dos casos, a busca por ajuda especializada acontece apenas quando o desconforto já começou a impactar o trabalho, o sono, o lazer e os relacionamentos. De acordo com o médico da dor Dr. Francisco Morato, esse atraso é mais comum do que se imagina e pode comprometer significativamente a qualidade de vida dos pacientes. “Quando a dor começa a tomar conta da vida da pessoa, é um sinal de que provavelmente já passamos do momento ideal para buscar ajuda. A dor deixa de ser apenas um sintoma e passa a influenciar decisões, rotina, humor e até a forma como a pessoa se relaciona com o mundo”, afirma Dr. Francisco Morato. Na prática clínica, muitos pacientes chegam ao consultório acreditando que o principal problema é a dor em si. Mas, frequentemente, o que mais impacta suas vidas é aquilo que deixaram de fazer por causa dela: caminhar, dormir bem, viajar, praticar exercícios ou conviver com a família sem limitações. O problema passa a ser não apenas o que dói, mas tudo aquilo que a dor começa a tirar da vida da pessoa. Muitas vezes, o paciente só percebe a dimensão do problema quando entende o quanto sua vida foi sendo reduzida pela dor ao longo do tempo. Apesar de ser reconhecida como especialidade médica, a Medicina da Dor ainda é pouco conhecida pela população. O resultado é que muitos pacientes percorrem uma longa jornada entre consultas, exames e tratamentos antes de chegar ao profissional adequado. “De forma geral, a maioria dos pacientes chega depois do momento ideal. É comum encontrar pacientes que passaram por diferentes tratamentos ao longo dos anos sem compreender exatamente a origem da dor ou sem receber uma abordagem integrada para o problema. As exceções costumam ser aqueles que já conhecem a especialidade ou que passaram por profissionais que identificaram a necessidade de encaminhamento mais cedo”, explica Dr. Francisco Morato. Entre os sinais de alerta estão dores que persistem mesmo após tratamentos convencionais, desconfortos que retornam repetidamente ou situações em que a pessoa começa a limitar atividades que antes faziam parte da sua rotina. “Quando alguém deixa de praticar atividade física, evita viagens, perde qualidade de sono ou passa a organizar a vida em função da dor, isso mostra que existe uma repercussão que vai muito além do problema físico”, diz Dr. Francisco Morato. O especialista observa que um dos perfis que mais demora para procurar ajuda é justamente o de pessoas que colocam as próprias necessidades em segundo plano. “Existe um grupo de pacientes que sempre prioriza tudo e todos antes de cuidar de si. Eles cuidam da família, do trabalho, das responsabilidades e vão empurrando a própria saúde para depois. Quando chegam ao consultório, muitas vezes já estão sofrendo há bastante tempo. Em muitos casos, essas pessoas se acostumam gradualmente às limitações impostas pela dor e passam a reorganizar a rotina em torno dela. Aos poucos, deixam de fazer caminhadas, evitam viagens, reduzem atividades de lazer e adaptam o dia a dia sem perceber o quanto perderam de autonomia ao longo do tempo.”, afirma Dr. Francisco Morato. Além do impacto físico, a dor pode desencadear consequências emocionais importantes. Alterações de humor, irritabilidade, insegurança, isolamento social e perda de autonomia estão entre os efeitos mais comuns observados em pacientes que convivem com o problema por longos períodos. Para o médico, um dos maiores equívocos é acreditar que sentir dor faz parte do envelhecimento ou da vida moderna. “A dor é um sinal do organismo. Nem toda dor representa uma doença grave, mas toda dor merece atenção quando persiste ou começa a limitar a vida. Quanto mais cedo entendermos o que está acontecendo, maiores são as possibilidades de tratamento e recuperação. Mais do que controlar sintomas, o tratamento busca preservar movimento, independência e qualidade de vida, evitando que a dor passe a determinar escolhas, comportamentos e planos para o futuro”, destaca Dr. Francisco Morato. A Medicina da Dor atua no diagnóstico e tratamento de diferentes tipos de dores, incluindo quadros musculoesqueléticos, neuropáticos, pós-operatórios e condições crônicas. A abordagem pode envolver medicamentos, mudanças no estilo de vida, reabilitação e procedimentos minimamente invasivos, sempre de forma individualizada. “O objetivo não é apenas reduzir a intensidade da dor. É devolver qualidade de vida para que a pessoa possa voltar a fazer aquilo que é importante para ela”, finaliza Dr. Francisco Morato.