Instituto realiza quase 200 cirurgias robóticas em 2026 e consolida avanço da medicina de alta complexidade no Triângulo Mineiro

Procedimentos realizados até meados de outubro incluem cirurgias para tratamento de câncer de próstata, rim e bexiga, com técnicas minimamente invasivas que favorecem a recuperação dos pacientes O Instituto de Cirurgia Robótica do Triângulo (ICR.T) se aproxima da marca de 200 cirurgias robóticas realizadas entre janeiro e meados de outubro de 2026. O volume de procedimentos reflete a ampliação do acesso à tecnologia cirúrgica de alta complexidade no Triângulo Mineiro, especialmente no tratamento de doenças urológicas. Com atuação em Uberlândia e Uberaba, a equipe utiliza plataformas robóticas que oferecem maior precisão aos cirurgiões e podem contribuir para reduzir o trauma cirúrgico e acelerar a recuperação dos pacientes. Idealizado pelos médicos urologistas Dr. Victor Hugo Borges Silva e Dr. Leandro Alves de Oliveira, o ICR.T reúne profissionais especializados em cirurgia minimamente invasiva, com atuação no tratamento de doenças complexas, incluindo diferentes tipos de câncer. Para o Dr. Victor Hugo Borges Silva, o número de procedimentos representa mais do que o crescimento da utilização da tecnologia na região. “Quando falamos em quase 200 cirurgias robóticas, estamos falando de pacientes que enfrentaram diagnósticos muitas vezes difíceis e encontraram alternativas de tratamento com tecnologia avançada. Nosso objetivo é oferecer precisão cirúrgica, segurança e condições favoráveis à recuperação, sempre com atenção à qualidade de vida. Cada paciente que retorna à sua família e às suas atividades representa a dimensão humana desse trabalho”, destaca. Cirurgia robótica amplia possibilidades no tratamento de câncer Entre os procedimentos realizados pelo ICR.T em 2026, destacam-se cirurgias urológicas de alta complexidade, especialmente aquelas indicadas para o tratamento de tumores de próstata, rins e bexiga. Na prostatectomia radical robótica, utilizada no tratamento de determinados casos de câncer de próstata, a tecnologia permite movimentos precisos e visualização ampliada das estruturas anatômicas. Esses recursos podem favorecer a preservação de nervos e estruturas relacionadas à continência urinária e à função sexual, conforme as características de cada caso. Nas cirurgias renais robóticas, a técnica também oferece vantagens. Em situações selecionadas, a nefrectomia parcial possibilita a retirada do tumor com preservação de parte do tecido renal saudável, contribuindo para a manutenção da função do órgão. Já a cistectomia radical robótica, indicada principalmente para determinados casos de câncer de bexiga, envolve a retirada do órgão e a reconstrução do trânsito urinário. Trata-se de um procedimento complexo, no qual a precisão dos movimentos e a visualização ampliada podem auxiliar a equipe cirúrgica. Tecnologia e recuperação dos pacientes Em Uberlândia, a equipe do ICR.T realiza procedimentos com a plataforma Da Vinci Xi. Em Uberaba, utiliza o sistema robótico Versius, desenvolvido pela empresa britânica CMR Surgical. As duas tecnologias permitem ao cirurgião controlar instrumentos articulados, com movimentos precisos e acesso a regiões anatômicas delicadas. Entre os potenciais benefícios da cirurgia robótica estão incisões menores, menor perda sanguínea, redução da dor pós-operatória e possibilidade de internações mais curtas, dependendo do procedimento e das condições clínicas do paciente. Segundo o Dr. Victor Hugo, a indicação da técnica deve considerar as necessidades individuais e os objetivos do tratamento. “A cirurgia robótica não substitui a experiência e o julgamento do cirurgião. Ela amplia nossa capacidade de realizar procedimentos delicados, especialmente em regiões onde preservar estruturas anatômicas é fundamental. O mais importante é utilizar esses recursos de forma criteriosa, buscando o melhor resultado possível para cada paciente”, explica. Atendimento especializado alcança diferentes cidades Além dos procedimentos realizados em Uberlândia e Uberaba, os profissionais do ICR.T oferecem atendimento especializado em Araguari (MG) e Catalão (GO), ampliando o alcance da avaliação e do acompanhamento de pacientes na região. O avanço da cirurgia robótica também está relacionado à formação de profissionais. Integrantes da equipe atuam na capacitação de novos cirurgiões, contribuindo para a disseminação das técnicas minimamente invasivas. Com a proximidade de 200 procedimentos realizados em 2026, o ICR.T reforça a presença da cirurgia robótica na assistência de alta complexidade no interior do país. A combinação entre qualificação profissional, tecnologia e acompanhamento individualizado amplia as possibilidades terapêuticas para pacientes que necessitam de intervenções cirúrgicas complexas.
Outubro Rosa: Mater Dei oferece desconto em mamografia para pacientes com pedido do SUS

Campanha da Rede Mater Dei amplia as possibilidades de acesso à mamografia e reforça a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama O Outubro Rosa é um convite ao cuidado com a saúde e à prevenção do câncer de mama. Para incentivar a realização de exames, a Rede Mater Dei promove uma campanha de desconto em mamografia para pacientes que possuem pedido médico emitido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa busca ampliar as alternativas de acesso ao exame, fundamental para identificar alterações nas mamas, inclusive antes do aparecimento de sintomas. Mamografia e Outubro Rosa: a importância do diagnóstico precoce O câncer de mama está entre os tipos de câncer mais frequentes entre as mulheres brasileiras. Quando identificado precocemente, apresenta maiores possibilidades de tratamento bem-sucedido, com abordagens adequadas às características de cada paciente. A mamografia é um dos principais exames utilizados no rastreamento da doença. Por meio de imagens radiológicas, permite identificar alterações que ainda não podem ser percebidas pelo toque ou que não provocam sintomas. Embora o Outubro Rosa concentre as ações de conscientização, o cuidado com a saúde das mamas deve fazer parte da rotina durante todo o ano. A recomendação de rastreamento considera fatores como idade, histórico familiar e condições individuais de saúde. Por isso, o acompanhamento médico é importante para orientar a realização dos exames e avaliar seus resultados. Desconto em mamografia amplia alternativas de acesso ao exame A campanha da Rede Mater Dei oferece condições especiais para pacientes que já possuem solicitação de mamografia pelo SUS. A proposta é disponibilizar uma alternativa para quem deseja realizar o exame com desconto de 30% (trinta por cento), contribuindo para que mais mulheres possam dar continuidade aos cuidados com a saúde. A iniciativa não substitui o atendimento gratuito oferecido pelo Sistema Único de Saúde. Trata-se de uma possibilidade adicional para pacientes que optarem pela realização do exame na rede privada. A ação também reforça uma das principais mensagens do Outubro Rosa: a importância de não adiar a atenção à saúde das mamas. O diagnóstico precoce pode fazer diferença nas possibilidades terapêuticas, na qualidade de vida e no acompanhamento das pacientes. Prevenção do câncer de mama exige atenção durante todo o ano Além da mamografia, conhecer o próprio corpo e observar possíveis mudanças nas mamas são atitudes importantes. Caroços, alterações na pele, mudanças no formato das mamas e secreções espontâneas pelo mamilo são alguns sinais que merecem avaliação médica. Entretanto, a ausência de sintomas não elimina a necessidade de acompanhamento e rastreamento conforme a orientação de saúde. A campanha de Outubro Rosa do Mater Dei em Uberlândia procura incentivar esse cuidado, aproximando a informação da possibilidade de realizar o exame. Como agendar a mamografia com desconto Mater Dei Pacientes com pedido de mamografia emitido pelo SUS podem entrar em contato com o Mater Dei CDI ou com o Santa Clara Imagem até dia 31 de outubro de 2026, para consultar as condições da campanha e realizar o agendamento. O atendimento é feito pelo WhatsApp: (34) 98437-0699. Durante o contato, é possível obter orientações sobre o desconto, a documentação necessária, os locais de realização e a disponibilidade de horários. Neste Outubro Rosa, a mensagem é de incentivo à prevenção e ao diagnóstico precoce. Afinal, cuidar da saúde é uma decisão que merece atenção em todas as fases da vida.
Outubro celebra o Mês do Idoso e reforça a importância da atenção integral e multidisciplinar no envelhecimento

Hospital Mater Dei Santa Genoveva destaca sua Linha de Cuidado do Idoso e o papel da equipe multidisciplinar na promoção da qualidade de vida e na prevenção de doenças Outubro é um mês de celebrações e de reflexão sobre o envelhecimento. Além do Dia Internacional do Idoso (1º/10), também são lembradas datas que reforçam a importância do cuidado integral com essa população: o Dia Mundial dos Cuidados Paliativos (11/10), o Dia Mundial da Osteoporose (20/10) e o Dia Mundial de Combate ao AVC (29/10). No Hospital Mater Dei Santa Genoveva, a atenção ao idoso é tratada de forma contínua e estruturada, por meio da Linha de Cuidado do Idoso, que integra diversas especialidades para garantir um acompanhamento completo, humanizado e centrado no bem-estar físico e emocional. Para o geriatra Dr. Marcos Alvinair Gomes, a terceira idade representa “uma conjunção complexa de vivências que nos oferece a possibilidade da maturidade com sabedoria”. Ele ressalta que envelhecer bem é resultado de investimentos permanentes em saúde e hábitos equilibrados. “Alimentação adequada, sono de qualidade, prática regular de atividade física e controle de doenças crônicas, como hipertensão, diabetes e osteoporose, são medidas que favorecem a autonomia e previnem complicações”, afirma o especialista. O médico lembra que as doenças mais comuns nessa faixa etária incluem as cardiocirculatórias, osteoarticulares e neoplásicas, além de quadros de depressão e ansiedade, que exigem um olhar atento também para a saúde mental. “O envelhecimento é um fenômeno multifatorial, e o acompanhamento médico contínuo permite detectar precocemente alterações e preservar a funcionalidade”, complementa. Cuidado humanizado e multidisciplinar No Mater Dei Santa Genoveva, a Linha de Cuidado do Idoso atua com uma equipe multidisciplinar composta por geriatras, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos e assistentes sociais, garantindo uma abordagem integral. Esse modelo de atenção se estende também aos cuidados paliativos, área que busca aliviar sintomas e melhorar a qualidade de vida de pacientes com doenças crônicas ou graves. Segundo o Dr. Marcos Alvinair, o geriatra desempenha papel central nesse processo. “O geriatra tem uma visão abrangente do histórico do paciente, conhece suas intolerâncias, seus limites e suas vontades. Isso o coloca numa posição de liderança dentro da equipe, coordenando os profissionais e promovendo o conforto físico, emocional e espiritual”, explica. Prevenção da osteoporose e das quedas: prioridade na atenção ao idoso Entre as principais causas de hospitalização e mortalidade entre idosos estão as quedas e fraturas relacionadas à osteoporose. Dados da Superintendência Regional de Saúde de Minas Gerais mostram que, apenas em Uberlândia, o número de internações por quedas dobrou entre janeiro e abril de 2025. Para o geriatra Dr. Tiago Ferolla, da Linha de Cuidado do Idoso, a prevenção deve começar ainda na vida adulta. “A perda de massa óssea é um processo natural, mas pode ser retardada com alimentação rica em cálcio, exposição solar adequada e exercícios de resistência, como musculação e pilates”, explica. A ortopedista Dra. Cinthia Monteiro, também do Mater Dei Santa Genoveva, reforça a importância do diagnóstico precoce da osteoporose. “O rastreio deve começar por volta dos 65 anos nas mulheres e, em casos de risco, ainda antes. O diagnóstico pela densitometria óssea permite adotar medidas preventivas e terapêuticas antes da ocorrência de fraturas”, detalha. Ela lembra que as fraturas mais comuns – em fêmur, punho e coluna – estão associadas a altos índices de morbidade e mortalidade, reforçando a necessidade de acompanhamento e adoção de medidas de segurança no ambiente doméstico, como corrimãos, tapetes fixos e boa iluminação. AVC: tempo é cérebro O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é outra condição que exige atenção especial em idosos. O Brasil registra mais de 100 internações por AVC a cada 100 mil habitantes, e o tempo de resposta é determinante para a sobrevivência e recuperação do paciente. Para o reconhecimento dos sintomas, os médicos recomendam o uso do mnemônico SAMU: Sorria (boca torta), Abrace (perda de força), Música (dificuldade na fala) e Urgência (busque ajuda médica). Ao chegar ao hospital, o protocolo de AVC é acionado no Pronto Atendimento do Mater Dei, com avaliação imediata e intervenções, que podem incluir medicação trombolítica ou trombectomia mecânica. Envelhecer com qualidade: um compromisso permanente Com o aumento da expectativa de vida e o crescimento da população idosa no Brasil, o Hospital Mater Dei Santa Genoveva reafirma seu compromisso com o envelhecimento saudável, a prevenção de doenças e o cuidado humanizado. “Nosso objetivo é oferecer um atendimento integral, que valorize a autonomia, o conforto e a dignidade do idoso. Envelhecer bem é possível, quando há acompanhamento adequado e uma rede de apoio forte”, conclui o Dr. Ferolla.
Prefeitura amplia oferta de exames de mamografia com a entrega de nova sala no Hospital e Maternidade Municipal

Prefeito Paulo Sérgio anunciou, nesta quinta (1º), que o Município disponibilizará mais 600 exames preventivos à saúde da mulher por meio de novo mamógrafo instalado na unidade hospitalar A Prefeitura de Uberlândia, por meio do prefeito Paulo Sérgio, entregou, nesta quinta-feira (1º), uma nova sala para realização de exames de mamografia no Hospital e Maternidade Municipal Dr. Odelmo Leão Carneiro (HMMDOLC). O espaço, de cerca de 20 metros quadrados (m²), contará com um novo Mamógrafo Digital, modelo Mammomat Revelation, da marca Siemens. Com a novidade, a Secretaria Municipal de Saúde e a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), que administra o Hospital e Maternidade Municipal, ampliarão em mais 600 os exames mensais gratuitos à população. “Entregamos, hoje, um espaço muito importante para a saúde da mulher em nosso município. Com esse novo mamógrafo, contribuiremos na prevenção ao câncer de mama e na redução expressiva da fila para exames. Temos nos dedicado a oferecer, cada dia mais, melhores serviços e bem-estar às pessoas, esse é um compromisso que tenho com Uberlândia e com todos”, afirmou o prefeito Paulo Sérgio. Agora, a oferta mensal de mamografias pela rede municipal de saúde será de cerca de 4,6 mil exames, que seguirão ordem estabelecida pela fila. Antes da nova sala do Hospital e Maternidade Municipal, a rede pública de saúde realizava exames de mamografia na Unidade Atendimento Integrado (UAI) do bairro São Jorge, na Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Carreta do Amor (em parceria com o Hospital do Amor, de Barretos-SP) e em clínicas parceiras. O novo equipamento permitirá a visualização em 3D da mama através de uma tecnologia de ângulo amplo e conta com um pacote de serviços, possibilitando novas abordagens para a saúde mamária. Com o seu uso, a paciente passa por procedimentos mais confortáveis e tem acesso a exames rápidos e diagnósticos mais precisos. O mamógrafo foi adquirido com recursos municipais e estaduais, por meio da Resolução SES/MG 8509/2022, que autoriza o repasse de recursos financeiros de investimento, destinados à aquisição de equipamentos e materiais permanentes para estabelecimentos de saúde e municípios de Minas Gerais. Outubro Rosa O Hospital e Maternidade Municipal também contará, ao longo do mês de outubro, com ações em prol do público feminino dentro da campanha Outubro Rosa. Entre os serviços oferecidos está a ampliação da oferta de exames e procedimentos para pacientes que estão na fila da rede municipal de saúde. Confira a programação prevista para todo o mês, com mobilização especial no dia 17 (sábado): · Mamografia; · Inserção de Implanon; · Cirurgia de Alta Frequência (CAF); · Ambulatório de Mastologia; · Ambulatório de Ginecologia (pré-operatório); · Ultrassonografias extras; · Ressonâncias magnéticas e tomografias extras; · Novo ambulatório de vitalidade fetal; · Vacimóvel.
Quando o cuidado vai além do tratamento: oncologia com acolhimento e excelência no Mater Dei Santa Genoveva

Quando o diagnóstico de câncer chega, ele não afeta apenas o paciente. Ele mobiliza famílias, muda rotinas e exige decisões importantes, muitas vezes em pouco tempo. É nesse momento que ter um time ao lado faz toda a diferença. O atendimento oncológico deve ser baseado em um modelo integrado, que acompanha o paciente desde o diagnóstico até o tratamento e a reabilitação, com foco na qualidade de vida. Do diagnóstico ao tratamento, tudo no mesmo lugar No Mater Dei Santa Genoveva, a oncologia é uma especialidade estratégica construída sobre dois pilares essenciais: excelência clínica e cuidado humanizado. Mais do que tratar a doença, a proposta é acompanhar cada paciente ao longo de toda a sua jornada. A unidade oferece uma linha de cuidado completa em oncologia, reunindo, de forma integrada: * Oncologia clínica, com quimioterapia; * Cirurgia oncológica; * Hematologia, com transplante de medula óssea autólogo. Essa estrutura permite que todas as etapas do tratamento aconteçam no mesmo ambiente, com uma equipe alinhada e acompanhamento contínuo, trazendo mais segurança, agilidade e conforto para o paciente e sua família. Cada paciente é único, e o cuidado também precisa ser Na oncologia, não existem trajetórias iguais. Por isso, cada decisão é construída de forma individualizada, respeitando as necessidades clínicas e emocionais de cada pessoa. No Mater Dei Santa Genoveva, esse olhar se traduz em um cuidado que vai além da técnica, que envolve escuta, presença e responsabilidade em cada fase do tratamento. Com estrutura de alta complexidade e equipe multidisciplinar, a unidade integra tecnologia, precisão diagnóstica e acompanhamento contínuo em todas as fases do cuidado. Presença que faz diferença A oncologia moderna vai além do tratamento. Ela envolve olhar individualizado, escuta ativa e decisões compartilhadas. Esse cuidado se traduz em uma jornada mais segura e acolhedora, tanto para o paciente quanto para sua família. “Quando você, ou alguém que você ama, recebe o diagnóstico de câncer, a primeira coisa que você precisa é de alguém com você. Não só no começo, mas em todo o tempo”, salienta o oncologista clínico do Mater Dei Santa Genoveva, Dr. Rodolfo Gadia. Mais do que tratar, estar junto O câncer não é tratado apenas com protocolos. Cada paciente tem uma história, e o papel da oncologia é cuidar dessa história com ciência, tecnologia e, principalmente, humanidade. “Aqui no Mater Dei Santa Genoveva, temos uma estrutura completa. E porque sabemos que cada caso é único, o nosso compromisso vai além da técnica. O nosso compromisso é com o cuidado humanizado, com a segurança e a presença em cada etapa”, completa o médico. De fato, no Mater Dei Santa Genoveva, a oncologia é pensada para oferecer não apenas estrutura e tecnologia, mas também confiança. Porque, diante de um diagnóstico difícil, o que mais importa é saber que você não está sozinho. Mater Dei Santa Genoveva. Com você em todo o tempo.
Linfadenectomia retroperitoneal robótica: precisão no tratamento do câncer de testículo

Aos 26 anos, em plena faculdade de Medicina e com planos para o futuro, um jovem recebeu um diagnóstico que mudaria sua rotina em poucos meses: câncer de testículo. Após orquiectomia e três ciclos de quimioterapia, a resposta ao tratamento foi significativa, mas permaneceram linfonodos retroperitoneais residuais. A próxima etapa será uma linfadenectomia retroperitoneal robótica no Hospital Mater Dei Santa Clara. O procedimento reúne dois aspectos fundamentais para esse paciente: controle oncológico e atenção à qualidade de vida futura. A cirurgia será conduzida pela equipe de Cirurgia Robótica do hospital, com participação do urologista Eliezer Narciso. Por que retirar os linfonodos após a quimioterapia? O paciente foi diagnosticado com tumor testicular de células germinativas não seminomatoso e passou inicialmente pela retirada do testículo afetado. Em seguida, realizou três ciclos de quimioterapia com BEP. Os exames posteriores mostraram redução importante das lesões, mas a resposta foi parcial. Permaneceram linfonodos retroperitoneais residuais, o que levou à indicação cirúrgica. De acordo com o urologista Eliezer Narciso, o objetivo é retirar o tecido residual que pode ainda abrigar células tumorais. “A linfadenectomia é justamente para eliminar esses linfonodos que estão comprometidos”, explica. Em casos de tumores germinativos não seminomatosos, a análise do material retirado também tem papel importante na definição dos próximos passos do acompanhamento. Cirurgia exige precisão, próxima a grandes estruturas A linfadenectomia retroperitoneal envolve uma região anatômica complexa, próxima a grandes vasos sanguíneos e estruturas nervosas. Após a quimioterapia, alterações nos tecidos podem tornar a dissecção ainda mais delicada. Nesse cenário, a plataforma robótica oferece ao cirurgião visão ampliada do campo operatório e movimentos precisos dos instrumentos. Esses recursos podem auxiliar na identificação e preservação de estruturas durante casos cuidadosamente selecionados para a abordagem minimamente invasiva. Para Eliezer Narciso, essa precisão ganha importância especial em um paciente jovem. “O objetivo de preservar a atividade sexual é importante e considerável”, afirma. A preocupação não se limita à ereção. Os nervos localizados no retroperitônio participam de mecanismos relacionados à ejaculação, razão pela qual estratégias de preservação nervosa podem integrar o planejamento cirúrgico quando oncologicamente adequadas. Aos 25 anos, uma mudança inesperada de caminho Para o paciente, o tratamento começou em março, quando uma ultrassonografia revelou a doença. “Demorei a assimilar e receber isso para a minha vida. Até o momento em que vi minha noiva e precisei contar para ela e para os meus pais”, relata. Estudante de Medicina, ele precisou trocar temporariamente a posição de futuro médico pela de paciente. Passou pelo centro cirúrgico, quimioterapia, internações e precisou desacelerar estudos e projetos. Depois dos três ciclos de quimioterapia, acreditava que retomaria a rotina. A tomografia realizada em agosto, porém, mostrou a necessidade de uma nova cirurgia. “Fiquei muito abalado com a notícia. Meu oncologista já tinha me informado sobre essa possibilidade, todavia eu criei a expectativa de que não precisaria”, conta. A indicação da cirurgia robótica e as conversas com a equipe trouxeram mais segurança para enfrentar a nova etapa. Para ele, confiança nos profissionais, apoio familiar e fé têm sido essenciais durante o tratamento. A experiência que também transforma o futuro médico A doença provocou ainda outra mudança: alterou a maneira como o estudante enxerga a profissão que escolheu. “Estar no hospital como paciente foi a primeira vez. Conheci o centro cirúrgico como paciente, conheci a enfermaria, conheci a UTI”, afirma. A experiência, segundo ele, trouxe uma percepção que pretende levar para sua futura prática médica: por trás do diagnóstico existe uma pessoa que também precisa ser ouvida e acolhida. “Essa enfermidade me mostrou o que realmente importa nas nossas vidas. Temos que dar valor às pessoas que nos amam, viver a vida com gratidão”, resume. No Hospital Mater Dei Santa Clara, a linfadenectomia retroperitoneal robótica representa, neste caso, mais uma etapa de uma jornada que combina tratamento oncológico, tecnologia, precisão cirúrgica e cuidado centrado no paciente.
Digitalização e novo perfil do consumidor transformam mercado de planos de saúde

Busca por facilidade de acesso, autonomia e previsibilidade de custos impulsiona modelos que integram tecnologia, coordenação do cuidado e atendimento presencial A forma como o brasileiro se relaciona com os serviços de saúde vem mudando e, com ela, também se transforma o mercado de saúde suplementar. Consumidores mais habituados às facilidades dos serviços digitais passaram a esperar dos planos de saúde experiências mais simples, rápidas e integradas, enquanto empresas procuram conciliar a oferta do benefício com eficiência e sustentabilidade financeira. Esse movimento ocorre em um setor que também enfrenta desafios como o aumento dos custos assistenciais, o envelhecimento da população e a incorporação constante de novas tecnologias médicas. Nesse cenário, acessibilidade, digitalização, coordenação do cuidado e eficiência operacional ganham espaço na estruturação de novos produtos. A transformação acontece paralelamente à expansão da saúde suplementar no país. Segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o setor encerrou 2025 com cerca de 53,2 milhões de beneficiários de planos médico-hospitalares. Os planos coletivos empresariais representavam 72% dos vínculos, totalizando 37,6 milhões de beneficiários. Dados do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) também mostram o avanço desse mercado entre as empresas. O número de organizações contratantes de planos coletivos empresariais passou de 1,6 milhão para 2,3 milhões entre 2020 e 2024, crescimento de 48,1%. A evolução evidencia a presença do benefício entre organizações de diferentes portes como instrumento relacionado à atração e retenção de talentos e à promoção da saúde dos colaboradores. Consumidor quer mais autonomia Uma das mudanças mais evidentes está nas expectativas de quem utiliza os serviços. A experiência proporcionada por bancos, aplicativos de transporte, comércio eletrônico e outros serviços digitais ampliou a demanda por facilidade também na saúde. Contratação simplificada, possibilidade de resolver demandas pelo celular, rapidez no atendimento e facilidade de acesso aos profissionais passaram a integrar essas expectativas. Ao mesmo tempo, permanecem aspectos diretamente ligados à assistência, como previsibilidade de custos, qualidade do atendimento e cuidado humanizado. Nesse contexto, o plano de saúde deixa de ser percebido exclusivamente como um recurso acionado diante de uma doença e passa a ocupar espaço mais contínuo na jornada de saúde do beneficiário. Tecnologia incorporada à rotina Aplicativos, telemedicina, autorizações digitais, atendimento integrado entre diferentes canais e acompanhamento dos serviços em tempo real são alguns dos recursos incorporados à rotina da saúde suplementar. A digitalização permite reduzir etapas burocráticas, facilitar agendamentos, agilizar autorizações e ampliar os canais de comunicação. Também possibilita reunir informações que auxiliam o acompanhamento de indicadores de saúde e a gestão do benefício pelas empresas. Mais do que representar um diferencial isolado, portanto, a tecnologia passa a integrar a estrutura dos novos modelos de assistência. O desafio está em utilizá-la para simplificar a jornada sem substituir a dimensão humana do cuidado. Para as empresas contratantes, esse processo também envolve a procura por equilíbrio entre qualidade assistencial, flexibilidade e eficiência. A necessidade de atender diferentes perfis de colaboradores favorece modelos que possam ser utilizados tanto por pequenos negócios quanto por médias e grandes organizações. PopVita acompanha transformação do mercado É dentro desse processo de mudança que se insere a proposta do PopVita, plano de saúde do Grupo Unimed Uberlândia. O modelo reúne jornada digital, acessibilidade e coordenação do cuidado como parte de uma estrutura voltada às novas formas de utilização dos serviços de saúde. Por meio de aplicativo e canais digitais, os beneficiários têm acesso a recursos como carteirinha digital, telemedicina, consulta à rede credenciada, acompanhamento de autorizações, extrato de coparticipação e agendamento de consultas. A Clínica NexaSaúde funciona como principal porta de entrada da assistência, com a proposta de fortalecer a coordenação do cuidado e contribuir para uma utilização mais eficiente da rede. A integração entre os canais digitais e a estrutura assistencial permite que diferentes etapas da jornada – da contratação ao atendimento – sejam organizadas dentro de um mesmo modelo, combinando recursos tecnológicos com atendimento presencial. A evolução observada no setor aponta para modelos de saúde apoiados em acesso facilitado aos serviços, integração entre atendimento presencial e digital, medicina preventiva, utilização de tecnologia e inteligência de dados e busca de sustentabilidade financeira associada à qualidade assistencial. Nesse cenário, a transformação da saúde suplementar não se resume à adoção de novas ferramentas. Ela também envolve uma mudança na relação entre beneficiários, empresas e serviços de saúde, com maior atenção à continuidade do cuidado, à prevenção e à promoção da saúde.
Surdez em idosos: impactos e manejo multidisciplinar na terceira idade

A perda auditiva, condição que afeta milhões de idosos no Brasil, representa um desafio crescente em meio ao envelhecimento populacional. De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde do IBGE, aproximadamente 1,5 milhão de pessoas idosas vivem com algum grau de deficiência auditiva no país, situação que pode impactar de maneira significativa tanto a saúde física e mental quanto as interações sociais. Causas e fatores de risco para a perda auditiva A otorrinolaringologista Dra. Leda Maria Vieira Carneiro, do Hospital Mater Dei Santa Clara, descreve a presbiacusia, a perda auditiva associada ao envelhecimento, como a causa mais comum de surdez em idosos. “A predisposição genética é um fator importante, mas o avanço da idade acentua essa condição”, explica. Conforme dados levantados, 11% dos indivíduos entre 44 e 54 anos apresentam algum grau de perda auditiva, número que sobe para 25%, entre pessoas de 55 a 65 anos, e atinge cerca de 50% da população acima dos 70 anos. Além do fator genético, há substâncias e condições médicas que podem contribuir para a perda auditiva. Drogas ototóxicas, como certos antibióticos (aminoglicosídeos e vancomicina), medicamentos anti-inflamatórios de uso crônico e até substâncias recreativas, como cocaína, são listadas pela Dra. Leda como possíveis causadores de danos auditivos. Ela também destaca o papel do tabagismo, hipertensão arterial e diabetes como agravantes para a saúde auditiva, ressaltando a importância de um estilo de vida saudável na prevenção ou retardamento da surdez. Impactos da perda auditiva na saúde mental e no convívio social A surdez vai além do problema sensorial, afetando a saúde mental e o bem-estar social dos idosos. Segundo a Dra. Leda, a perda auditiva pode gerar isolamento social, tristeza e, em alguns casos, contribuir para o desenvolvimento de doenças degenerativas, como o Alzheimer. A diminuição da capacidade de entender a fala (discriminação auditiva) dificulta a comunicação, aumentando a propensão ao isolamento. “Quanto mais precoce for o diagnóstico e o tratamento, melhor a qualidade de vida do paciente”, afirma a especialista, recomendando uma avaliação auditiva regular para detecção precoce e uma intervenção adequada. O geriatra Dr. Marcos Alvinair, que faz parte da Linha do Cuidado do Idoso do Hospital Mater Dei Santa Genoveva, reforça que o envelhecimento afeta diversos sentidos e funções do organismo, incluindo a audição, o que pode desencadear um ciclo de empobrecimento sensorial e isolamento social. Ele observa que, ao perder a capacidade de participar ativamente de interações sociais, os idosos podem experimentar sentimentos de desvalorização e solidão, levando a reações depressivas e até comprometendo o desempenho cognitivo, como atenção e memória. Abordagens de tratamento: aparelhos auditivos e implantes Para a maioria dos idosos, os aparelhos auditivos são a principal solução para restaurar a capacidade auditiva. Dra. Leda explica que, ao estimular a discriminação auditiva, o aparelho ajuda a preservar a capacidade de entendimento das palavras. No entanto, quando essa habilidade se encontra gravemente comprometida, outras terapias auditivas devem ser consideradas, uma vez que o aparelho pode não ser suficiente para melhorar a compreensão. Nos casos mais graves, o implante coclear é uma opção viável, embora seja menos indicada para idosos com comorbidades que contraindiquem a cirurgia. O implante é um procedimento cirúrgico que insere eletrodos no ouvido interno para estimular diretamente os neurônios auditivos. Contudo, essa opção é geralmente reservada para casos de surdez profunda, onde o aparelho auditivo comum não é eficaz. A importância de um estilo de vida saudável para a saúde auditiva Além do tratamento direto, manter um estilo de vida saudável desempenha um papel importante na preservação da audição ao longo da vida. Dra. Leda recomenda evitar o tabagismo, controlar a hipertensão e o diabetes, e adotar uma dieta balanceada com baixo teor de açúcar, sal e gordura saturada. A prática regular de atividades físicas também pode auxiliar na circulação sanguínea, promovendo uma melhor saúde auditiva e cognitiva. A exposição a ruídos intensos é outro fator de risco a ser evitado, já que o som em altos volumes pode agravar a perda auditiva natural do envelhecimento, alerta Dra. Leda. O exercício regular e a ausência de hábitos prejudiciais, como o consumo excessivo de álcool e o tabagismo, são apontados como medidas eficazes para a manutenção da saúde auditiva na terceira idade. O caminho para a qualidade de vida Ambos os especialistas reforçam a importância da busca por uma solução precoce para a perda auditiva, que pode melhorar de forma significativa a qualidade de vida do idoso e o envolvimento social. A avaliação periódica e o acompanhamento com otorrinolaringologistas e geriatras, mesmo ao perceber leves sinais de perda auditiva, são fundamentais para intervenções mais eficazes e resultados melhores a longo prazo. A audição, como ressaltam os especialistas, não é apenas um sentido, mas um elemento essencial para o bem-estar emocional e social. Com as opções disponíveis e os avanços nos tratamentos auditivos, idosos podem redescobrir a importância de ouvir e se conectar com o mundo ao seu redor, preservando tanto a saúde mental quanto a autonomia no processo de envelhecimento.
Prefeitura inaugura nova sede do Ambulatório Herbert de Souza e amplia atendimento especializado em Uberlândia

Nova estrutura no bairro Novo Mundo é 4,5 vezes maior que a anterior; evento ocorreu nesta terça (1º), como parte das celebrações aos 138 anos da cidade Em mais uma iniciativa para ampliar e qualificar ainda mais a rede municipal de saúde, a Prefeitura de Uberlândia inaugurou, nesta terça-feira (1º), no bairro Novo Mundo, a nova sede do Ambulatório Herbert de Souza, referência na rede pública municipal para acompanhamento, detecção e tratamento de diversas moléstias infecciosas (como HIV/Aids e ISTs, hepatites virais, leishmaniose, hanseníase e tuberculose), além de contar com uma unidade Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie) para oferecer vacinas especiais para a população com doenças crônicas, imunodeficiência ou reações graves a vacinas comuns. A inauguração faz parte da programação especial em comemoração aos 138 anos de Uberlândia, data celebrada nesta última segunda-feira (31). A solenidade com a presença do prefeito Paulo Sérgio marcou a entrega oficial de um espaço moderno, acessível e totalmente reestruturado para o acolhimento dos pacientes, com uma área 4,5 vezes maior que a sede anterior. Durante a inauguração, o prefeito destacou o impacto do investimento para a rede de proteção à vida. “Entregar a nova sede do Herbert de Souza no período de aniversário da cidade é motivo de muito orgulho. Estamos falando de um espaço pensado para acolher com dignidade, respeito e conforto às pessoas que precisam dessa assistência contínua. Essa nova estrutura, muito mais robusta, reflete o nosso compromisso em fortalecer o Sistema Único de Saúde no município e garantir que o atendimento humanizado chegue a quem mais precisa”, ressaltou o prefeito. Nova estrutura e modernização A nova sede recebeu investimentos da ordem de R$ 5,1 milhões, custeados com recursos do programa de Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (Finisa), da Caixa Econômica Federal. Os trabalhos, executados pela construtora HHD Elétrica Comércio Ltda, vencedora da licitação, e supervisionados pela Secretaria Municipal de Infraestrutura, resultaram em uma ampla reformulação e adequação do espaço físico. O novo e ampliado complexo de saúde passa a contar com 12 consultórios destinados ao atendimento de enfermagem e de especialidades, como pediatria e ginecologia, além do suporte direto aos pacientes com tuberculose. Para garantir um acolhimento completo, a moderna estrutura foi equipada com salas de vacina e de estabilização em casos de reação vacinal, de emergência, odontologia, procedimentos, curativos e setor de entrega de medicamentos. O local dispõe ainda de espaços exclusivos para os atendimentos de psicologia, serviço social e nutrição, banheiros acessíveis e área administrativa, oferecendo total conforto para usuários e servidores. A nova estrutura também atenderá a população do bairro Novo Mundo com a aplicação de vacinas próprias do calendário vacinal disponível na rede pública, facilitando o acesso da população à imunização. Referência em saúde e assistência integral Sob a coordenação da Secretaria Municipal de Saúde, o Ambulatório Herbert de Souza atua como um centro de assistência de média complexidade, sendo fundamental para a rede municipal de saúde e servindo como polo macrorregional, contando com uma equipe multiprofissional formada por infectologistas, ginecologistas, cirurgiões-dentistas, pediatras, urologistas, psicólogos, enfermeiros, nutricionistas e assistentes sociais. Entre as suas principais atribuições diárias estão a oferta contínua de testes rápidos (HIV, Sífilis, Hepatites B e C) com aconselhamento, a dispensação de medicamentos antirretrovirais e profilaxias, além do monitoramento clínico rigoroso dos pacientes. O espaço abriga ainda salas para a aplicação de imunobiológicos especiais, garantindo não apenas o diagnóstico precoce, mas a eficácia terapêutica e a prevenção contínua em Uberlândia.
Telemedicina pode reduzir tempo de espera por atendimento em casos de baixa complexidade

Atendimento virtual permite avaliação médica sem deslocamento e pode contribuir para desafogar serviços presenciais; modelo já é utilizado como complemento à assistência tradicional A demora para conseguir atendimento médico é um dos desafios enfrentados por pacientes que procuram os serviços de saúde, especialmente em períodos de maior demanda. Nesse cenário, a telemedicina ganhou espaço como uma alternativa para reduzir o intervalo entre o surgimento de um sintoma e o primeiro contato com um profissional de saúde, principalmente em situações de baixa complexidade que podem ser avaliadas remotamente. A proposta não é substituir consultas presenciais ou atendimentos de urgência e emergência, mas integrar diferentes formas de assistência. O próprio Ministério da Saúde define a Telessaúde como uma estratégia que utiliza tecnologias digitais para oferecer atendimento de forma complementar ao cuidado presencial. Entre os recursos estão teleconsulta, teleorientação, telemonitoramento, teletriagem e telediagnóstico. Os dados do Ministério da Saúde mostram que o atendimento digital já passou a fazer parte da estrutura assistencial brasileira. Segundo o Relatório de Gestão 2025 da pasta, foram registrados 3.210.529 atendimentos de telessaúde no ano passado. Somados aos atendimentos realizados anteriormente, o acumulado chegou a 5.736.725. Em 2024, foram 2.526.196 atendimentos. Além da expansão no sistema público, a saúde suplementar também mantém um universo significativo de usuários que podem se beneficiar de diferentes portas de entrada para o cuidado. Em maio de 2026, o Brasil tinha 53.077.896 beneficiários de planos de assistência médica, segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O número representa crescimento de aproximadamente 1,9% em relação a maio de 2025. Para quem precisa conciliar trabalho, deslocamento e cuidados com a saúde, a possibilidade de conversar com um médico remotamente pode representar uma mudança importante na jornada de atendimento. Uma pessoa com sintomas leves, por exemplo, pode iniciar a avaliação sem precisar se deslocar imediatamente até um pronto-atendimento. A partir da consulta, o profissional avalia o quadro e orienta os próximos passos, inclusive com encaminhamento para atendimento presencial quando necessário. É nesse contexto que a PopVita, plano de saúde desenvolvido pelo Grupo Unimed Uberlândia, utiliza recursos digitais como uma das portas de entrada para o cuidado. Voltada principalmente ao segmento empresarial, incluindo MEIs, microempresas, startups e trabalhadores autônomos, a modalidade reúne recursos como Pronto Atendimento Virtual, aplicativo, telemedicina, Clínica NexaSaúde e acesso a serviços laboratoriais. Para o assessor de negócios Matheus Santamarina, a mudança está relacionada também ao comportamento de quem procura assistência médica. “O comportamento do consumidor mudou muito nos últimos anos. As pessoas buscam soluções que sejam mais ágeis, acessíveis e compatíveis com a rotina. Na saúde, isso significa ampliar as possibilidades de acesso, permitindo que o beneficiário tenha opções para avaliação médica de forma rápida e, quando necessário, seja direcionado para o atendimento presencial mais adequado. A telemedicina não substitui a assistência tradicional, mas amplia as portas de entrada e ajuda a tornar a jornada do cuidado mais simples e eficiente”, afirma. Segundo Santamarina, a tecnologia pode ser especialmente relevante para públicos que tradicionalmente tiveram dificuldade de acesso à saúde suplementar ou que precisam conciliar o atendimento médico com uma rotina de trabalho. “A digitalização tem um papel importante na aproximação das pessoas com os serviços de saúde, especialmente para trabalhadores, pequenos empreendedores e profissionais autônomos, que muitas vezes precisam conciliar uma rotina intensa com os cuidados médicos. Para muitas pessoas que estão tendo o primeiro contato com a saúde suplementar, ter uma alternativa de atendimento pelo celular, sem a necessidade de deslocamento em situações compatíveis com o atendimento virtual, pode facilitar bastante o acesso. O objetivo é utilizar a tecnologia para tornar o cuidado mais acessível e oferecer ao paciente diferentes caminhos para iniciar sua jornada assistencial”, completa o assessor. Na prática, o atendimento virtual começa com o acesso do paciente à plataforma e a realização de uma avaliação médica por videoconferência ou outro recurso disponibilizado pelo serviço. O profissional coleta informações sobre os sintomas, histórico e evolução do quadro e, dentro dos limites da modalidade, define a orientação mais adequada. A avaliação remota, entretanto, tem limites. Casos que exigem exame físico, procedimentos, exames imediatos ou que apresentam sinais de gravidade devem ser direcionados para atendimento presencial. Situações de emergência também não devem aguardar uma consulta virtual. Na PopVita, o Pronto Atendimento Virtual funciona como uma das portas de entrada disponíveis aos beneficiários. A proposta é permitir que o paciente tenha contato com um profissional de saúde sem precisar iniciar necessariamente sua jornada em uma unidade física, quando o quadro for compatível com esse tipo de atendimento. A experiência reforça uma tendência mais ampla da saúde: a tecnologia não elimina a necessidade do atendimento presencial, mas pode ajudar a organizar a jornada do paciente e oferecer uma alternativa de acesso em situações adequadas. Em um cenário de alta demanda por serviços de saúde, a combinação entre recursos digitais e estruturas presenciais pode contribuir para tornar o cuidado mais ágil, sem abrir mão da avaliação médica e do encaminhamento correto para cada situação.