Surdez em idosos: impactos e manejo multidisciplinar na terceira idade

Surdez em idosos

A perda auditiva, condição que afeta milhões de idosos no Brasil, representa um desafio crescente em meio ao envelhecimento populacional. De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde do IBGE, aproximadamente 1,5 milhão de pessoas idosas vivem com algum grau de deficiência auditiva no país, situação que pode impactar de maneira significativa tanto a saúde física e mental quanto as interações sociais. Causas e fatores de risco para a perda auditiva A otorrinolaringologista Dra. Leda Maria Vieira Carneiro, do Hospital Mater Dei Santa Clara, descreve a presbiacusia, a perda auditiva associada ao envelhecimento, como a causa mais comum de surdez em idosos. “A predisposição genética é um fator importante, mas o avanço da idade acentua essa condição”, explica. Conforme dados levantados, 11% dos indivíduos entre 44 e 54 anos apresentam algum grau de perda auditiva, número que sobe para 25%, entre pessoas de 55 a 65 anos, e atinge cerca de 50% da população acima dos 70 anos. Além do fator genético, há substâncias e condições médicas que podem contribuir para a perda auditiva. Drogas ototóxicas, como certos antibióticos (aminoglicosídeos e vancomicina), medicamentos anti-inflamatórios de uso crônico e até substâncias recreativas, como cocaína, são listadas pela Dra. Leda como possíveis causadores de danos auditivos. Ela também destaca o papel do tabagismo, hipertensão arterial e diabetes como agravantes para a saúde auditiva, ressaltando a importância de um estilo de vida saudável na prevenção ou retardamento da surdez. Impactos da perda auditiva na saúde mental e no convívio social A surdez vai além do problema sensorial, afetando a saúde mental e o bem-estar social dos idosos. Segundo a Dra. Leda, a perda auditiva pode gerar isolamento social, tristeza e, em alguns casos, contribuir para o desenvolvimento de doenças degenerativas, como o Alzheimer. A diminuição da capacidade de entender a fala (discriminação auditiva) dificulta a comunicação, aumentando a propensão ao isolamento. “Quanto mais precoce for o diagnóstico e o tratamento, melhor a qualidade de vida do paciente”, afirma a especialista, recomendando uma avaliação auditiva regular para detecção precoce e uma intervenção adequada. O geriatra Dr. Marcos Alvinair, que faz parte da Linha do Cuidado do Idoso do Hospital Mater Dei Santa Genoveva, reforça que o envelhecimento afeta diversos sentidos e funções do organismo, incluindo a audição, o que pode desencadear um ciclo de empobrecimento sensorial e isolamento social. Ele observa que, ao perder a capacidade de participar ativamente de interações sociais, os idosos podem experimentar sentimentos de desvalorização e solidão, levando a reações depressivas e até comprometendo o desempenho cognitivo, como atenção e memória. Abordagens de tratamento: aparelhos auditivos e implantes Para a maioria dos idosos, os aparelhos auditivos são a principal solução para restaurar a capacidade auditiva. Dra. Leda explica que, ao estimular a discriminação auditiva, o aparelho ajuda a preservar a capacidade de entendimento das palavras. No entanto, quando essa habilidade se encontra gravemente comprometida, outras terapias auditivas devem ser consideradas, uma vez que o aparelho pode não ser suficiente para melhorar a compreensão. Nos casos mais graves, o implante coclear é uma opção viável, embora seja menos indicada para idosos com comorbidades que contraindiquem a cirurgia. O implante é um procedimento cirúrgico que insere eletrodos no ouvido interno para estimular diretamente os neurônios auditivos. Contudo, essa opção é geralmente reservada para casos de surdez profunda, onde o aparelho auditivo comum não é eficaz. A importância de um estilo de vida saudável para a saúde auditiva Além do tratamento direto, manter um estilo de vida saudável desempenha um papel importante na preservação da audição ao longo da vida. Dra. Leda recomenda evitar o tabagismo, controlar a hipertensão e o diabetes, e adotar uma dieta balanceada com baixo teor de açúcar, sal e gordura saturada. A prática regular de atividades físicas também pode auxiliar na circulação sanguínea, promovendo uma melhor saúde auditiva e cognitiva. A exposição a ruídos intensos é outro fator de risco a ser evitado, já que o som em altos volumes pode agravar a perda auditiva natural do envelhecimento, alerta Dra. Leda. O exercício regular e a ausência de hábitos prejudiciais, como o consumo excessivo de álcool e o tabagismo, são apontados como medidas eficazes para a manutenção da saúde auditiva na terceira idade. O caminho para a qualidade de vida Ambos os especialistas reforçam a importância da busca por uma solução precoce para a perda auditiva, que pode melhorar de forma significativa a qualidade de vida do idoso e o envolvimento social. A avaliação periódica e o acompanhamento com otorrinolaringologistas e geriatras, mesmo ao perceber leves sinais de perda auditiva, são fundamentais para intervenções mais eficazes e resultados melhores a longo prazo. A audição, como ressaltam os especialistas, não é apenas um sentido, mas um elemento essencial para o bem-estar emocional e social. Com as opções disponíveis e os avanços nos tratamentos auditivos, idosos podem redescobrir a importância de ouvir e se conectar com o mundo ao seu redor, preservando tanto a saúde mental quanto a autonomia no processo de envelhecimento.

Prefeitura inaugura nova sede do Ambulatório Herbert de Souza e amplia atendimento especializado em Uberlândia

Nova estrutura no bairro Novo Mundo é 4,5 vezes maior que a anterior; evento ocorreu nesta terça (1º), como parte das celebrações aos 138 anos da cidade Em mais uma iniciativa para ampliar e qualificar ainda mais a rede municipal de saúde, a Prefeitura de Uberlândia inaugurou, nesta terça-feira (1º), no bairro Novo Mundo, a nova sede do Ambulatório Herbert de Souza, referência na rede pública municipal para acompanhamento, detecção e tratamento de diversas moléstias infecciosas (como HIV/Aids e ISTs, hepatites virais, leishmaniose, hanseníase e tuberculose), além de contar com uma unidade Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie) para oferecer vacinas especiais para a população com doenças crônicas, imunodeficiência ou reações graves a vacinas comuns. A inauguração faz parte da programação especial em comemoração aos 138 anos de Uberlândia, data celebrada nesta última segunda-feira (31). A solenidade com a presença do prefeito Paulo Sérgio marcou a entrega oficial de um espaço moderno, acessível e totalmente reestruturado para o acolhimento dos pacientes, com uma área 4,5 vezes maior que a sede anterior. Durante a inauguração, o prefeito destacou o impacto do investimento para a rede de proteção à vida. “Entregar a nova sede do Herbert de Souza no período de aniversário da cidade é motivo de muito orgulho. Estamos falando de um espaço pensado para acolher com dignidade, respeito e conforto às pessoas que precisam dessa assistência contínua. Essa nova estrutura, muito mais robusta, reflete o nosso compromisso em fortalecer o Sistema Único de Saúde no município e garantir que o atendimento humanizado chegue a quem mais precisa”, ressaltou o prefeito. Nova estrutura e modernização A nova sede recebeu investimentos da ordem de R$ 5,1 milhões, custeados com recursos do programa de Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (Finisa), da Caixa Econômica Federal. Os trabalhos, executados pela construtora HHD Elétrica Comércio Ltda, vencedora da licitação, e supervisionados pela Secretaria Municipal de Infraestrutura, resultaram em uma ampla reformulação e adequação do espaço físico. O novo e ampliado complexo de saúde passa a contar com 12 consultórios destinados ao atendimento de enfermagem e de especialidades, como pediatria e ginecologia, além do suporte direto aos pacientes com tuberculose. Para garantir um acolhimento completo, a moderna estrutura foi equipada com salas de vacina e de estabilização em casos de reação vacinal, de emergência, odontologia, procedimentos, curativos e setor de entrega de medicamentos. O local dispõe ainda de espaços exclusivos para os atendimentos de psicologia, serviço social e nutrição, banheiros acessíveis e área administrativa, oferecendo total conforto para usuários e servidores. A nova estrutura também atenderá a população do bairro Novo Mundo com a aplicação de vacinas próprias do calendário vacinal disponível na rede pública, facilitando o acesso da população à imunização. Referência em saúde e assistência integral Sob a coordenação da Secretaria Municipal de Saúde, o Ambulatório Herbert de Souza atua como um centro de assistência de média complexidade, sendo fundamental para a rede municipal de saúde e servindo como polo macrorregional, contando com uma equipe multiprofissional formada por infectologistas, ginecologistas, cirurgiões-dentistas, pediatras, urologistas, psicólogos, enfermeiros, nutricionistas e assistentes sociais. Entre as suas principais atribuições diárias estão a oferta contínua de testes rápidos (HIV, Sífilis, Hepatites B e C) com aconselhamento, a dispensação de medicamentos antirretrovirais e profilaxias, além do monitoramento clínico rigoroso dos pacientes. O espaço abriga ainda salas para a aplicação de imunobiológicos especiais, garantindo não apenas o diagnóstico precoce, mas a eficácia terapêutica e a prevenção contínua em Uberlândia.

Telemedicina pode reduzir tempo de espera por atendimento em casos de baixa complexidade

Atendimento virtual permite avaliação médica sem deslocamento e pode contribuir para desafogar serviços presenciais; modelo já é utilizado como complemento à assistência tradicional A demora para conseguir atendimento médico é um dos desafios enfrentados por pacientes que procuram os serviços de saúde, especialmente em períodos de maior demanda. Nesse cenário, a telemedicina ganhou espaço como uma alternativa para reduzir o intervalo entre o surgimento de um sintoma e o primeiro contato com um profissional de saúde, principalmente em situações de baixa complexidade que podem ser avaliadas remotamente. A proposta não é substituir consultas presenciais ou atendimentos de urgência e emergência, mas integrar diferentes formas de assistência. O próprio Ministério da Saúde define a Telessaúde como uma estratégia que utiliza tecnologias digitais para oferecer atendimento de forma complementar ao cuidado presencial. Entre os recursos estão teleconsulta, teleorientação, telemonitoramento, teletriagem e telediagnóstico. Os dados do Ministério da Saúde mostram que o atendimento digital já passou a fazer parte da estrutura assistencial brasileira. Segundo o Relatório de Gestão 2025 da pasta, foram registrados 3.210.529 atendimentos de telessaúde no ano passado. Somados aos atendimentos realizados anteriormente, o acumulado chegou a 5.736.725. Em 2024, foram 2.526.196 atendimentos. Além da expansão no sistema público, a saúde suplementar também mantém um universo significativo de usuários que podem se beneficiar de diferentes portas de entrada para o cuidado. Em maio de 2026, o Brasil tinha 53.077.896 beneficiários de planos de assistência médica, segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O número representa crescimento de aproximadamente 1,9% em relação a maio de 2025. Para quem precisa conciliar trabalho, deslocamento e cuidados com a saúde, a possibilidade de conversar com um médico remotamente pode representar uma mudança importante na jornada de atendimento. Uma pessoa com sintomas leves, por exemplo, pode iniciar a avaliação sem precisar se deslocar imediatamente até um pronto-atendimento. A partir da consulta, o profissional avalia o quadro e orienta os próximos passos, inclusive com encaminhamento para atendimento presencial quando necessário. É nesse contexto que a PopVita, plano de saúde desenvolvido pelo Grupo Unimed Uberlândia, utiliza recursos digitais como uma das portas de entrada para o cuidado. Voltada principalmente ao segmento empresarial, incluindo MEIs, microempresas, startups e trabalhadores autônomos, a modalidade reúne recursos como Pronto Atendimento Virtual, aplicativo, telemedicina, Clínica NexaSaúde e acesso a serviços laboratoriais. Para o assessor de negócios Matheus Santamarina, a mudança está relacionada também ao comportamento de quem procura assistência médica. “O comportamento do consumidor mudou muito nos últimos anos. As pessoas buscam soluções que sejam mais ágeis, acessíveis e compatíveis com a rotina. Na saúde, isso significa ampliar as possibilidades de acesso, permitindo que o beneficiário tenha opções para avaliação médica de forma rápida e, quando necessário, seja direcionado para o atendimento presencial mais adequado. A telemedicina não substitui a assistência tradicional, mas amplia as portas de entrada e ajuda a tornar a jornada do cuidado mais simples e eficiente”, afirma. Segundo Santamarina, a tecnologia pode ser especialmente relevante para públicos que tradicionalmente tiveram dificuldade de acesso à saúde suplementar ou que precisam conciliar o atendimento médico com uma rotina de trabalho. “A digitalização tem um papel importante na aproximação das pessoas com os serviços de saúde, especialmente para trabalhadores, pequenos empreendedores e profissionais autônomos, que muitas vezes precisam conciliar uma rotina intensa com os cuidados médicos. Para muitas pessoas que estão tendo o primeiro contato com a saúde suplementar, ter uma alternativa de atendimento pelo celular, sem a necessidade de deslocamento em situações compatíveis com o atendimento virtual, pode facilitar bastante o acesso. O objetivo é utilizar a tecnologia para tornar o cuidado mais acessível e oferecer ao paciente diferentes caminhos para iniciar sua jornada assistencial”, completa o assessor. Na prática, o atendimento virtual começa com o acesso do paciente à plataforma e a realização de uma avaliação médica por videoconferência ou outro recurso disponibilizado pelo serviço. O profissional coleta informações sobre os sintomas, histórico e evolução do quadro e, dentro dos limites da modalidade, define a orientação mais adequada. A avaliação remota, entretanto, tem limites. Casos que exigem exame físico, procedimentos, exames imediatos ou que apresentam sinais de gravidade devem ser direcionados para atendimento presencial. Situações de emergência também não devem aguardar uma consulta virtual. Na PopVita, o Pronto Atendimento Virtual funciona como uma das portas de entrada disponíveis aos beneficiários. A proposta é permitir que o paciente tenha contato com um profissional de saúde sem precisar iniciar necessariamente sua jornada em uma unidade física, quando o quadro for compatível com esse tipo de atendimento. A experiência reforça uma tendência mais ampla da saúde: a tecnologia não elimina a necessidade do atendimento presencial, mas pode ajudar a organizar a jornada do paciente e oferecer uma alternativa de acesso em situações adequadas. Em um cenário de alta demanda por serviços de saúde, a combinação entre recursos digitais e estruturas presenciais pode contribuir para tornar o cuidado mais ágil, sem abrir mão da avaliação médica e do encaminhamento correto para cada situação.

Síndrome do Túnel do Carpo: quando o formigamento nas mãos merece atenção

Síndrome do Túnel do Carpo

Formigamento, dormência, sensação de choque ou dor nas mãos podem parecer apenas consequências de uma rotina intensa. Quando esses sintomas se tornam frequentes, porém, principalmente à noite ou durante atividades cotidianas, podem indicar a Síndrome do Túnel do Carpo, uma condição causada pela compressão do nervo mediano na região do punho. A doença merece atenção porque, sem tratamento adequado, a compressão prolongada pode comprometer a sensibilidade e a força da mão. Além disso, pessoas com diabetes apresentam maior risco de desenvolver a síndrome, o que reforça a importância do acompanhamento médico. Formigamento frequente é sinal de alerta Segundo o Dr. Luiz Fernando de Freitas, ortopedista e traumatologista, especialista em cirurgia da mão, ombro e cotovelo e em microcirurgia reparadora do Mater Dei Santa Genoveva, os sintomas costumam atingir principalmente o polegar, o indicador, o dedo médio e parte do anelar. “Os sintomas mais comuns são formigamento, dormência, sensação de choques, queimação e dor”, explica. Em muitos casos, as manifestações ficam mais intensas durante a noite e podem até acordar o paciente. Também podem aparecer ou piorar ao dirigir, usar o celular ou realizar atividades que exigem movimentos repetitivos das mãos. Quando o desconforto passa a ser frequente ou persistente, interfere no sono, no trabalho ou nas atividades do dia a dia, é importante procurar avaliação médica. A perda de força, a dificuldade para segurar objetos e realizar movimentos de precisão também são sinais de alerta. Em quadros mais avançados, a compressão prolongada pode levar à perda permanente de sensibilidade e à atrofia da musculatura da mão. Nem todo caso precisa de cirurgia O diagnóstico e a avaliação individualizada são fundamentais para definir o tratamento. Nem todas as pessoas com Síndrome do Túnel do Carpo precisam passar por cirurgia. De acordo com o Dr. Luiz Fernando, o procedimento cirúrgico é considerado principalmente quando existe uma compressão mais importante do nervo, quando os sintomas persistem apesar do tratamento conservador ou quando já existem sinais de comprometimento neurológico, como perda de força e alterações significativas identificadas no exame físico ou na eletroneuromiografia. O objetivo da cirurgia é liberar o nervo mediano. Para isso, o ligamento que forma o teto do túnel do carpo é aberto, aumentando o espaço disponível para o nervo. A liberação pode ser realizada por diferentes técnicas, incluindo a cirurgia convencional e abordagens minimamente invasivas ou endoscópicas. A escolha depende das características de cada paciente, como intensidade e duração dos sintomas, grau de compressão, alterações motoras ou sensitivas, doenças associadas, cirurgias anteriores e experiência do cirurgião. “O mais importante é fazer um diagnóstico adequado e individualizar o tratamento. Quando a cirurgia é indicada, o diagnóstico e o tratamento em tempo adequado podem evitar que uma lesão mais avançada do nervo se torne permanente”, destaca o médico. Diabetes aumenta a vulnerabilidade dos nervos A relação entre diabetes e Síndrome do Túnel do Carpo merece atenção. O Dr. Joel Heitor Filho, endocrinologista e metabologista do Mater Dei Santa Genoveva, esclarece que pessoas com diabetes apresentam maior risco de desenvolver a condição, principalmente em razão das alterações provocadas pela hiperglicemia crônica. O diabetes pode favorecer alterações nos nervos, nos pequenos vasos que os irrigam e nos tecidos que os envolvem. Com isso, o nervo mediano pode ficar mais vulnerável à compressão dentro do túnel do carpo. Por esse motivo, o controle adequado do diabetes é parte importante da prevenção de complicações neurológicas. O acompanhamento deve incluir o controle glicêmico individualizado e a avaliação periódica da função dos nervos. “Não se deve considerar todo formigamento como neuropatia diabética”, alerta o endocrinologista. Sintomas que aparecem de forma localizada, assimétrica ou relacionados à posição do punho podem indicar uma neuropatia compressiva, como a Síndrome do Túnel do Carpo. Atenção também aos sintomas nas mãos No paciente com diabetes, a observação dos sintomas ajuda a diferenciar alterações neurológicas, relacionadas à doença, de uma possível compressão nervosa. Formigamento ou dormência predominantes nas mãos, especialmente no polegar, indicador e dedo médio, sintomas noturnos, sensação de choque ou queimação, perda de força e dificuldade para segurar objetos são manifestações que merecem investigação. A avaliação médica também é importante porque a neuropatia diabética periférica costuma afetar principalmente os pés e pode ser inicialmente assintomática. Por isso, o rastreamento periódico não deve ocorrer apenas quando surgem sintomas. Além do controle da glicemia, manter acompanhamento regular, praticar atividade física de forma adequada e controlar fatores de risco cardiovasculares e metabólicos contribui para reduzir a possibilidade de complicações relacionadas ao diabetes. Informação ajuda a preservar a saúde das mãos Dor ou formigamento nas mãos que se repetem não devem ser automaticamente atribuídos ao excesso de trabalho, ao uso do celular ou ao diabetes. Identificar a origem do sintoma é o primeiro passo para definir o tratamento mais adequado. Com diagnóstico precoce e acompanhamento individualizado, é possível tratar a Síndrome do Túnel do Carpo, de acordo com a gravidade do quadro, e reduzir o risco de comprometimento permanente do nervo. No Mater Dei Santa Genoveva, a atuação integrada de especialistas permite avaliar diferentes fatores relacionados à condição e definir a melhor estratégia de cuidado para cada paciente. Formigamento ou dormência frequentes nas mãos merecem atenção. Procure avaliação médica para identificar a causa e iniciar o cuidado adequado.

Cirurgia robótica permite tratamento de tumor renal avançado com alta complexidade em Uberlândia

Cirurgia robótica

Uma cirurgia extremamente complexa da urologia oncológica foi realizada em Uberlândia (MG) no dia 15 de julho. O procedimento consistiu em uma nefrectomia radical robótica direita associada à trombectomia da veia cava inferior, indicada para um paciente com um volumoso tumor renal que havia avançado para a principal veia responsável por levar o sangue da parte inferior do corpo ao coração. A cirurgia foi conduzida pelos urologistas Dr. Victor Hugo Borges Silva, Dr. Leandro Alves de Oliveira, Dr. Jorge Henrique Moreira Agostinho e Dr. Gabriel Barbosa, membros da equipe do ICR.T – Instituto de Cirurgia Robótica do Triângulo, utilizando plataforma robótica. Tumores renais que invadem a circulação venosa representam um dos maiores desafios da especialidade. Quando o câncer se estende para a veia cava inferior, além da retirada completa do rim comprometido, torna-se necessária a remoção do trombo tumoral localizado dentro do vaso sanguíneo. O procedimento exige planejamento rigoroso, conhecimento anatômico aprofundado e controle preciso durante toda a cirurgia. Segundo o urologista e cirurgião robótico Dr. Victor Hugo, a evolução tecnológica permitiu ampliar as possibilidades de tratamento para pacientes que, há alguns anos, frequentemente necessitavam de grandes cirurgias abertas. “Os tumores renais com extensão para a veia cava sempre representaram um enorme desafio cirúrgico. A plataforma robótica oferece visão tridimensional ampliada, maior precisão dos movimentos e melhor controle da dissecção em áreas extremamente delicadas. Esses recursos ajudam a executar procedimentos complexos com mais segurança, sempre associados ao treinamento e à experiência da equipe”, explica o médico. Tecnologia favorece precisão em cirurgias complexas A cirurgia robótica vem sendo incorporada progressivamente ao tratamento de doenças urológicas em diversos centros especializados no Brasil e no mundo. Diferentemente da cirurgia convencional, a plataforma robótica oferece imagem tridimensional em alta definição e instrumentos articulados que reproduzem os movimentos das mãos do cirurgião com amplitude e precisão superiores às dos instrumentos laparoscópicos tradicionais. Essas características são especialmente importantes quando o procedimento envolve grandes vasos sanguíneos ou estruturas anatômicas de difícil acesso. Entre os principais benefícios observados em casos selecionados estão maior precisão dos movimentos cirúrgicos, melhor visualização das estruturas anatômicas, redução do tremor fisiológico, maior controle durante a dissecção de vasos sanguíneos, menor trauma cirúrgico em comparação com abordagens abertas tradicionais, potencial para menor tempo de internação e recuperação mais rápida. No caso realizado em Uberlândia, o paciente apresentou boa evolução clínica e recebeu alta hospitalar no dia seguinte ao procedimento. Experiência da equipe continua sendo fator decisivo Apesar dos avanços tecnológicos, especialistas ressaltam que o sucesso de procedimentos dessa complexidade depende, sobretudo, da capacitação da equipe médica e do planejamento pré-operatório. Para o urologista Dr. Leandro, a tecnologia funciona como uma ferramenta que potencializa o trabalho do cirurgião, mas não substitui a experiência profissional. “Casos de alta complexidade exigem uma preparação criteriosa e atuação integrada de toda a equipe. A plataforma robótica amplia nossa capacidade técnica, porém os resultados dependem de indicação adequada, planejamento detalhado e da experiência dos profissionais envolvidos”, esclarece o cirurgião. Casos complexos podem ser tratados fora dos grandes centros O crescimento da cirurgia robótica em cidades do interior amplia o acesso da população a procedimentos de alta complexidade, reduzindo a necessidade de deslocamento para capitais em busca de tratamento especializado. Para os médicos, a combinação entre tecnologia, equipes treinadas e infraestrutura hospitalar adequada amplia as alternativas terapêuticas para pacientes com doenças complexas e contribui para oferecer tratamentos cada vez mais seguros e individualizados.

Telemedicina pode reduzir tempo de espera por atendimento em casos de baixa complexidade

Atendimento virtual permite avaliação médica sem deslocamento e pode contribuir para desafogar serviços presenciais; modelo já é utilizado como complemento à assistência tradicional A demora para conseguir atendimento médico é um dos desafios enfrentados por pacientes que procuram os serviços de saúde, especialmente em períodos de maior demanda. Nesse cenário, a telemedicina ganhou espaço como alternativa para reduzir o intervalo entre o surgimento de um sintoma e o primeiro contato com um profissional de saúde, principalmente em situações de baixa complexidade que podem ser avaliadas remotamente. A proposta não é substituir consultas presenciais ou atendimentos de urgência e emergência, mas integrar diferentes formas de assistência. O Ministério da Saúde define a Telessaúde como uma estratégia que utiliza tecnologias digitais para oferecer atendimento de forma complementar ao cuidado presencial. Entre os recursos estão teleconsulta, teleorientação, telemonitoramento, teletriagem e telediagnóstico. Os dados do Ministério da Saúde mostram que o atendimento digital já faz parte da estrutura assistencial brasileira. Segundo o Relatório de Gestão 2025 da pasta, foram registrados 3.210.529 atendimentos de telessaúde no ano passado. Somados aos atendimentos realizados anteriormente, o acumulado chegou a 5.736.725. Em 2024, foram registrados 2.526.196 atendimentos. Além da expansão no sistema público, a saúde suplementar também reúne um número significativo de usuários que podem se beneficiar de diferentes portas de entrada para o cuidado. Em maio de 2026, o Brasil tinha 53.077.896 beneficiários de planos de assistência médica, segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O número representa crescimento de aproximadamente 1,9% em relação a maio de 2025. Para quem precisa conciliar trabalho, deslocamento e cuidados com a saúde, a possibilidade de conversar com um médico remotamente pode representar uma mudança na jornada de atendimento. Uma pessoa com sintomas leves, por exemplo, pode iniciar a avaliação sem precisar se deslocar imediatamente até um pronto-atendimento. A partir da consulta, o profissional avalia o quadro e orienta os próximos passos, inclusive com encaminhamento para atendimento presencial quando necessário. É nesse contexto que a PopVita, plano de saúde desenvolvido pelo Grupo Unimed Uberlândia, utiliza recursos digitais como uma das portas de entrada para o cuidado. Voltada principalmente ao segmento empresarial, incluindo MEIs, microempresas, startups e trabalhadores autônomos, a modalidade reúne recursos como Pronto Atendimento Virtual, aplicativo, telemedicina, Clínica NexaSaúde e acesso a serviços laboratoriais. Para o assessor de negócios Matheus Santamarina, a mudança também está relacionada ao comportamento de quem procura assistência médica. «“O comportamento do consumidor mudou muito nos últimos anos. As pessoas buscam soluções que sejam mais ágeis, acessíveis e compatíveis com a rotina. Na saúde, isso significa ampliar as possibilidades de acesso, permitindo que o beneficiário tenha opções para avaliação médica de forma rápida e, quando necessário, seja direcionado para o atendimento presencial mais adequado. A telemedicina não substitui a assistência tradicional, mas amplia as portas de entrada e ajuda a tornar a jornada do cuidado mais simples e eficiente”, afirma.» Segundo Santamarina, a tecnologia pode ser especialmente relevante para públicos que tradicionalmente tiveram dificuldade de acesso à saúde suplementar ou que precisam conciliar o atendimento médico com uma rotina de trabalho. «“A digitalização tem um papel importante na aproximação das pessoas com os serviços de saúde, especialmente para trabalhadores, pequenos empreendedores e profissionais autônomos, que muitas vezes precisam conciliar uma rotina intensa com os cuidados médicos. Para muitas pessoas que estão tendo o primeiro contato com a saúde suplementar, ter uma alternativa de atendimento pelo celular, sem a necessidade de deslocamento em situações compatíveis com o atendimento virtual, pode facilitar bastante o acesso. O objetivo é utilizar a tecnologia para tornar o cuidado mais acessível e oferecer ao paciente diferentes caminhos para iniciar sua jornada assistencial”, completa o assessor.» Na prática, o atendimento virtual começa com o acesso do paciente à plataforma e a realização de uma avaliação médica por videoconferência ou por outro recurso disponibilizado pelo serviço. O profissional coleta informações sobre os sintomas, o histórico e a evolução do quadro e, dentro dos limites da modalidade, define a orientação mais adequada. A avaliação remota, entretanto, tem limitações. Casos que exigem exame físico, procedimentos, exames imediatos ou que apresentam sinais de gravidade devem ser direcionados para atendimento presencial. Situações de emergência também não devem aguardar uma consulta virtual. Na PopVita, o Pronto Atendimento Virtual funciona como uma das portas de entrada disponíveis aos beneficiários. A proposta é permitir que o paciente tenha contato com um profissional de saúde sem precisar iniciar necessariamente sua jornada em uma unidade física, quando o quadro for compatível com esse tipo de atendimento. A experiência reforça uma tendência mais ampla na área da saúde: a tecnologia não elimina a necessidade do atendimento presencial, mas pode ajudar a organizar a jornada do paciente e oferecer uma alternativa de acesso em situações adequadas. Em um cenário de alta demanda por serviços de saúde, a combinação entre recursos digitais e estruturas presenciais pode contribuir para tornar o cuidado mais ágil, sem abrir mão da avaliação médica e do encaminhamento adequado para cada situação.

Prefeitura realiza Dia D de Multivacinação amanhã (22)

Ação da Prefeitura de Uberlândia, por meio do Programa Municipal de Imunização, da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), mobiliza unidades de saúde e pontos estratégicos para atualização da vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos A Prefeitura de Uberlândia, por meio do Programa Municipal de Imunização, da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), realiza, neste sábado (22), o Dia D de Multivacinação. A mobilização integra a Campanha de Multivacinação e tem como objetivo ampliar as coberturas vacinais e atualizar a situação vacinal de crianças e adolescentes menores de 15 anos de idade, ou seja, com até 14 anos, 11 meses e 29 dias. A campanha segue até o dia 1º de setembro. Durante o Dia D, as vacinas serão aplicadas nas unidades básicas de saúde (UBSs e UBSFs) da zona urbana e no Vacimóvel, na praça Tubal Vilela, das 8h às 13h. O Cantinho da Saúde, no Terminal Central de Ônibus, e as Unidades de Atendimento Integrado (UAIs) dos bairros Luizote, Martins, Pampulha, Planalto e Tibery funcionarão das 8h às 17h. “O Dia D é uma oportunidade para que pais e responsáveis confiram a situação vacinal de crianças e adolescentes e coloquem em dia as doses necessárias. Estamos ampliando os pontos de atendimento justamente para facilitar o acesso da população. A vacinação é uma das principais ferramentas de prevenção e manter o cartão atualizado é uma responsabilidade fundamental para proteger não apenas cada criança ou adolescente, mas toda a comunidade”, destacou o secretário municipal de Saúde, Adenilson Lima. A ação permite que as equipes de saúde confiram os cartões de vacinação, identifiquem possíveis doses em atraso e façam a atualização dos imunizantes previstos para cada faixa etária. Entre as doenças preveníveis pelas vacinas estão formas graves de tuberculose, hepatites A e B, difteria, tétano, coqueluche, poliomielite, pneumonias e meningites, influenza, covid-19, febre amarela, sarampo, caxumba, rubéola, varicela, HPV e dengue. A vacinação contra o sarampo é uma das estratégias priorizadas pela Secretaria Municipal de Saúde durante a campanha. “Reforçamos a importância de manter a vacinação em dia diante do cenário de alerta para o sarampo. Por ser uma doença altamente transmissível, a vacinação é a principal forma de prevenção e contribui para evitar a ocorrência de novos casos e proteger toda a comunidade, especialmente crianças e adolescentes”, ressaltou o secretário municipal de Saúde. O Ministério da Saúde preconiza cobertura vacinal de 95% para os imunizantes disponíveis. Por isso, a campanha também reforça a necessidade de atualização da vacinação entre os adolescentes, incluindo as vacinas contra dengue, meningite ACWY e HPV. A vacina contra o HPV é destinada rotineiramente a crianças e adolescentes de 9 a 14 anos de idade, com foco também nos jovens de 15 a 19 anos que ainda não receberam o imunizante. Confira as unidades e os horários de atendimento durante o Dia D de Multivacinação amanhã (22) Das 8h às 13h: Vacimóvel (Praça Tubal Viela) e unidades básicas de saúde (UBSs e UBSFs) dos bairros Pequis, Morada Nova, Jardim Canaã 2, Patrimônio, São Jorge 2 e 3, Shopping Park Tripla, Glória, Lagoinha 1 e 2, Custódio Pereira, Morumbi 1, Dom Almir, Joana Darc, Aclimação, Alvorada, Jaraguá, Guarani, Nossa Senhora das Graças, Tocantins, Presidente Roosevelt, Brasil e Santa Rosa Das 8h às 17h: Unidades de Atendimento Integrado (UAIs) dos bairros Luizote, Martins, Pampulha, Planalto e Tibery; além do Cantinho da Saúde (Terminal Central de Ônibus)

Prefeitura realiza dia D de Multivacinação neste sábado (22)

Além das UBSs e UBSFs da zona urbana, as UAIs, o Cantinho da Saúde e o Vacimóvel estarão em funcionamento, a partir das 8h; estratégia faz parte de Campanha de Vacinação para crianças e adolescentes  grande mobilização para vacinar crianças e adolescentes será realizada neste sábado (22) durante o Dia D de Multivacinação. O objetivo é ampliar as coberturas vacinais e atualizar a situação vacinal de crianças e adolescentes menores de 15 anos de idade (14 anos, 11 meses e 29 dias). A estratégia faz parte da Campanha de Multivacinação e será promovida pela Prefeitura de Uberlândia, por meio do Programa Municipal de Imunização, da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). A ação reforça a proteção contra doenças graves, como sarampo, pneumonias e meningites e segue até dia 1º de setembro.              Durante o sábado, a SMS aplicará as vacinas nas unidades básicas de saúde (UBSs e UBSFs) da zona urbana (lista abaixo) e no Vacimóvel (Praça Tubal Viela) das 8h às 13h. Já no Cantinho da Saúde (Terminal Central de Ônibus) e nas Unidades de Atendimento Integrado (UAIs) dos bairros Luizote de Freitas, Martins, Pampulha, Planalto e Tibery haverá vacinação das 8h às 17h. Durante o Dia D, as equipes de saúde irão conferir a situação vacinal, identificar doses em atraso e orientar a população sobre as vacinas indicadas para cada faixa etária e situação vacinal. Imunização Entre as doenças que podem ser evitadas pela vacinação estão formas graves de tuberculose, hepatites A e B, difteria, tétano, coqueluche, poliomielite, infecções por rotavírus, pneumonias e meningites causadas por pneumococos e meningococos, influenza (gripe), covid-19, febre amarela, sarampo, caxumba, rubéola, varicela (catapora), infecções pelo papilomavírus humano (HPV) e dengue.             Diante do cenário nacional, a vacinação contra o sarampo é uma das mais visadas pela SMS. “Reforçamos a importância de manter a vacinação em dia diante do cenário de alerta para o sarampo. Por ser uma doença altamente transmissível, a vacinação é a principal forma de prevenção e contribui para evitar a ocorrência de novos casos e proteger toda a comunidade, especialmente crianças e adolescentes”, destaca o secretário.  O Ministério da Saúde preconiza uma cobertura de 95% para todos os imunizantes disponíveis, por isso o secretário ressalta a importância de os adolescentes também atualizarem o cartão de vacina. Além da vacina contra a Dengue e a ACWY (Meningite), existe a vacina do HPV para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, com foco também em quem tem entre 15 e 19 anos e não tenha recebido o imunizante.  “A vacina contra o vírus HPV é de extrema importância na prevenção das doenças relacionadas a ele, sendo a principal delas o câncer de colo do útero. Ao ser aplicada em crianças e adolescentes, antes da exposição ao vírus, a vacina tem um potencial máximo de proteção, sendo fundamental para a redução da incidência e mortalidade associadas a essas graves doenças. Por isso, temos que aumentar a cobertura vacinal também desse imunizante”, afirmou o secretário. Confira as unidades e os horários de atendimento durante o Dia D da Multivacinação neste sábado (22)  Das 8h às 13h: Vacimóvel (Praça Tubal Viela) e unidades básicas de saúde (UBSs e UBSFs) dos bairros Pequis, Morada Nova, Jardim Canaã 2, Patrimônio, São Jorge 2 e 3, Shopping Park Tripla, Glória, Lagoinha 1 e 2, Custódio Pereira, Morumbi 1, Dom Almir, Joana Darc, Aclimação, Alvorada, Jaraguá, Guarani, Nossa Senhora das Graças, Tocantins, Presidente Roosevelt, Brasil e Santa Rosa  Das 8h às 17h: Unidades de Atendimento Integrado (UAIs) dos bairros Luizote, Martins, Pampulha, Planalto e Tibery; além do Cantinho da Saúde (Terminal Central de Ônibus)

Envelhecimento e cuidado consciente e humanizado: pequenas atitudes que fazem grande diferença

Envelhecimento e cuidado

O aumento da expectativa de vida é uma das maiores conquistas da sociedade. Mas viver mais também exige um novo olhar sobre o envelhecimento. Mais do que tratar doenças, é preciso promover autonomia, segurança, bem-estar e qualidade de vida, respeitando a história, os hábitos e as necessidades de cada pessoa. Nesse contexto, o cuidado humanizado ganha protagonismo. Seja realizado por familiares ou profissionais, cuidar de uma pessoa idosa significa compreender que cada detalhe da rotina pode influenciar diretamente sua saúde física, emocional e cognitiva. Segundo o geriatra Dr. Tiago Ferolla, do Hospital Mater Dei Santa Genoveva, o primeiro passo para oferecer um cuidado de qualidade é entender que ele vai muito além das tarefas do dia a dia. “O cuidador, em muitos casos, precisa de mais atenção do que a própria pessoa que está sendo cuidada. Se ele não estiver bem, o cuidado não será efetivo. É preciso qualificá-lo, cuidar da sua saúde mental e prepará-lo para cada etapa, porque cada paciente é único”, alerta. Cuidar também é prevenir Ao contrário do que muitos imaginam, o cuidado com a pessoa idosa não começa apenas quando surgem limitações importantes. Ele está presente nas pequenas escolhas diárias que ajudam a preservar a independência e reduzir riscos. A prevenção de quedas é um dos exemplos mais importantes. Levantar-se rapidamente da cama, caminhar em ambientes pouco iluminados, manter tapetes soltos ou móveis mal posicionados são situações aparentemente simples, mas que podem provocar acidentes com consequências graves. Por isso, adaptar o ambiente faz parte do cuidado. Barras de apoio no banheiro, boa iluminação, retirada de obstáculos, calçados adequados e móveis seguros contribuem para tornar a casa mais funcional e proteger a autonomia da pessoa idosa. Respeitar a rotina também é uma forma de cuidado Outro aspecto frequentemente negligenciado é a importância da rotina. Mudanças bruscas no ambiente ou na organização da casa podem gerar insegurança, especialmente entre pessoas que convivem com doenças como a demência ou a doença de Alzheimer. Objetos que mudam de lugar, alterações na altura da cama ou reformas que modificam completamente o quarto podem aumentar o risco de confusão, desorientação e quedas. “O ambiente precisa ser seguro, mas também familiar. Pequenas adaptações são importantes, porém mudanças muito grandes podem fazer com que o idoso se perca dentro da própria casa. O cuidado deve sempre buscar reduzir riscos sem perder aquilo que lhe traz segurança e conforto”, explica o geriatra. O cuidado humanizado enxerga a pessoa como um todo Envelhecer não significa apenas lidar com doenças. Alimentação, hidratação, sono, higiene, mobilidade, saúde emocional, socialização e estímulos cognitivos fazem parte de um mesmo conjunto de fatores que determinam a qualidade de vida. Por isso, o olhar do cuidador deve ser amplo e atento aos sinais que, muitas vezes, passam despercebidos. É importante observar se a pessoa está se alimentando adequadamente, ingerindo proteínas suficientes, mantendo uma boa hidratação, evacuando regularmente e utilizando corretamente os medicamentos prescritos. A organização dos horários das medicações também merece atenção especial. Muitos idosos fazem uso de diversos medicamentos simultaneamente, tornando essencial um acompanhamento cuidadoso para evitar esquecimentos, trocas ou doses duplicadas. Além disso, manter uma rotina de atividade física compatível com a condição clínica ajuda a preservar massa muscular, equilíbrio, força e independência funcional. O afeto também faz parte do tratamento O cuidado humanizado envolve algo que nenhum medicamento consegue substituir: a presença. Conversar, estimular a leitura, ouvir histórias, caminhar ao ar livre, tomar um café juntos ou simplesmente compartilhar alguns minutos do dia ajudam a reduzir o isolamento social e favorecem a saúde emocional. Esses momentos fortalecem vínculos, estimulam a memória, preservam a cognição e contribuem para que o envelhecimento aconteça de forma mais ativa e significativa. Mesmo quando há necessidade de uma Instituição de Longa Permanência, a presença da família continua sendo fundamental para manter os laços afetivos e proporcionar segurança emocional. Cuidar exige conhecimento e acolhimento Nem sempre quem cuida é um profissional da saúde. Filhos, netos, cônjuges e outros familiares frequentemente assumem essa responsabilidade, conciliando o cuidado com trabalho, compromissos pessoais e desafios emocionais. Essa realidade reforça a importância da orientação médica e da educação em saúde. Compreender as características do envelhecimento, aprender a identificar sinais de alerta e saber como agir diante das situações do dia a dia torna o cuidado mais seguro para todos os envolvidos. “O cuidador precisa olhar para a pessoa idosa de forma integral. É necessário pensar em como reduzir riscos e, principalmente, promover qualidade de vida. Cuidar é enxergar o outro por completo e fazer o possível para que ele viva cada fase da vida com dignidade, conforto e bem-estar”, conclui o Dr. Tiago Ferolla. Envelhecer com qualidade é um compromisso compartilhado O envelhecimento faz parte da trajetória de todos nós. Quando existe planejamento, acompanhamento médico e uma rede de apoio preparada, é possível preservar autonomia, prevenir complicações e proporcionar uma vida mais ativa e saudável. No Hospital Mater Dei Santa Genoveva, o cuidado com a pessoa idosa é baseado em uma abordagem integral, que valoriza não apenas o tratamento das doenças, mas também a prevenção, a funcionalidade, a humanização e o respeito à individualidade de cada paciente. Porque envelhecer bem significa viver cada etapa da vida com segurança, autonomia e, acima de tudo, dignidade.

Agosto Dourado: apoio, informação e acolhimento fortalecem o sucesso da amamentação

O mês de agosto é marcado pela campanha Agosto Dourado, um movimento que reforça a importância do aleitamento materno para a saúde da mãe e do bebê. A cor dourada simboliza o padrão ouro de qualidade do leite materno, considerado o alimento mais completo para os primeiros meses de vida e um dos principais aliados para o desenvolvimento infantil. Muito além da nutrição, a amamentação representa proteção, vínculo afetivo e cuidado. Também contribui para a saúde materna e gera benefícios para toda a sociedade, ao reduzir a ocorrência de doenças, internações e complicações na infância. Embora seja um processo natural, amamentar nem sempre acontece sem desafios. Por isso, informação qualificada, acompanhamento profissional e uma rede de apoio acolhedora fazem toda a diferença para que mães e bebês vivenciem essa experiência com mais segurança e tranquilidade. O leite materno é um alimento completo Nos primeiros seis meses de vida, o leite materno oferece todos os nutrientes necessários para o crescimento e o desenvolvimento saudável do bebê, dispensando a necessidade de água, chás, sucos ou outros alimentos, salvo orientação médica. Além de fornecer proteínas, gorduras, vitaminas e minerais em quantidades adequadas, sua composição é dinâmica e acompanha as necessidades da criança em cada fase do desenvolvimento. Outro diferencial é a presença de anticorpos, células de defesa e substâncias bioativas que fortalecem o sistema imunológico, contribuindo para reduzir o risco de infecções respiratórias, diarreias, alergias e outras doenças comuns na infância. A amamentação também favorece o desenvolvimento da musculatura da face, estimula a sucção correta, auxilia na formação da arcada dentária e está associada a melhores resultados no desenvolvimento cognitivo e emocional da criança. Benefícios que também alcançam a mãe Os ganhos da amamentação não se restringem ao bebê. Durante o período de amamentação, ocorre a liberação de hormônios que favorecem a contração do útero e ajudam na recuperação após o parto. O aleitamento também pode contribuir para reduzir o risco de hemorragias no pós-parto e está associado à diminuição da incidência de câncer de mama e de ovário, além de colaborar para a prevenção de diabetes Tipo 2 e doenças cardiovasculares, ao longo da vida. Outro aspecto importante é o fortalecimento do vínculo entre mãe e filho. O contato pele a pele, o olhar, o toque e a proximidade durante as mamadas promovem segurança emocional e favorecem a construção de uma relação afetiva desde os primeiros dias de vida. Quando surgem as dificuldades, o acolhimento faz toda a diferença Apesar de todos os benefícios, muitas mulheres enfrentam inseguranças e dificuldades para amamentar. Dor, fissuras nos mamilos, dificuldades na pega correta, ingurgitamento mamário, dúvidas sobre a quantidade de leite produzida e o cansaço natural do puerpério são situações relativamente frequentes e que podem gerar ansiedade. Por isso, especialistas reforçam que a mãe não deve enfrentar essas dificuldades sozinha. O suporte oferecido por profissionais capacitados permite identificar precocemente possíveis intercorrências, orientar ajustes na posição do bebê, corrigir a pega quando necessário e oferecer estratégias individualizadas para cada família. Mais do que incentivar a amamentação, é fundamental criar condições para que ela aconteça de forma respeitosa, segura e possível para cada mulher. A participação da família é essencial Sendo assim, o sucesso da amamentação não depende exclusivamente da mãe. Companheiros, avós, familiares e pessoas próximas desempenham um papel importante ao compartilhar responsabilidades, oferecer apoio emocional, ajudar nas tarefas da rotina e respeitar o tempo necessário para que mãe e bebê construam, juntos, esse processo de adaptação. Uma rede de apoio acolhedora reduz o estresse materno, fortalece a autoconfiança e favorece a manutenção do aleitamento materno exclusivo nos primeiros meses de vida. Além disso, ambientes de trabalho, instituições de saúde e toda a sociedade também têm responsabilidade na promoção e proteção da amamentação, criando condições para que as mulheres consigam exercer esse direito com dignidade. Um cuidado que começa antes mesmo do nascimento O incentivo ao aleitamento materno deve começar ainda durante o pré-natal. É nesse período que muitas dúvidas podem ser esclarecidas e que a gestante recebe orientações sobre os benefícios da amamentação, os primeiros cuidados após o parto e a importância do contato pele a pele logo após o nascimento, sempre que possível. Após o nascimento do bebê, o acompanhamento multiprofissional continua sendo fundamental para oferecer suporte nos primeiros dias, período em que surgem as principais dúvidas e desafios relacionados à amamentação. Cuidado integral para mãe e bebê No Mater Dei Santa Clara, hospital referência em maternidade na região do Triângulo, o cuidado com a saúde materno-infantil é pautado por uma assistência humanizada, baseada em evidências científicas e centrada nas necessidades de cada família. Desde o pré-natal até o parto e o puerpério, equipes multiprofissionais acompanham mães e bebês oferecendo acolhimento, orientação e suporte para fortalecer o início da amamentação e promover uma experiência mais segura e tranquila. Ao adotar práticas que favorecem o vínculo entre mãe e filho, a instituição incentiva o contato precoce e valoriza o aleitamento materno como um dos pilares fundamentais para um começo de vida saudável. Agosto Dourado: uma campanha que incentiva informação e apoio A campanha Agosto Dourado reforça que amamentar é um investimento em saúde, com benefícios que acompanham mães e filhos por toda a vida. Ao mesmo tempo, chama a atenção para a importância do acolhimento, da informação qualificada e da construção de redes de apoio que respeitem a individualidade de cada mulher e contribuam para superar os desafios que podem surgir ao longo dessa jornada. Mais do que um ato de alimentação, a amamentação representa um cuidado que une ciência, afeto e proteção desde os primeiros instantes de vida. Quando família, profissionais de saúde e instituições caminham juntos, aumentam as oportunidades para que esse momento seja vivido com confiança, segurança e bem-estar.