Operação mira monitoramento clandestino e remove 21 câmeras em Uberlândia

Equipamentos estavam instalados de forma irregular em áreas públicas dos bairros Lagoinha e Saraiva e foram retirados durante ação integrada. Na manhã desta quarta-feira (8), uma ação integrada entre a Polícia Militar, a Prefeitura de Uberlândia e a CEMIG resultou na retirada de 21 câmeras de videomonitoramento instaladas de forma irregular nos bairros Lagoinha e Saraiva, em Uberlândia. De acordo com a PM, a ação faz parte da Operação Cerco Fechado e teve como foco a identificação e remoção de equipamentos instalados irregularmente em áreas públicas. Os dispositivos poderiam estar sendo utilizados para monitorar a movimentação das forças de segurança e dificultar ações de combate ao tráfico de drogas na cidade. A fiscalização contou com a participação da Secretaria Municipal de Segurança Integrada, da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos e da CEMIG. Durante os trabalhos, os equipamentos instalados sem autorização foram identificados e removidos pelas equipes envolvidas na operação. A ação tem como base a Lei Municipal nº 14.698/2026, que estabelece a necessidade de autorização prévia para a instalação de câmeras em vias e demais espaços públicos do município. O descumprimento da norma pode resultar na remoção dos equipamentos e na aplicação das medidas previstas na legislação. Novas fiscalizações devem ser realizadas em outras regiões da cidade como parte das ações voltadas ao reforço da segurança pública e ao combate à criminalidade.
Pipas causam mais de 3,5 mil interrupções de energia em MG e afetam 1,1 milhão de clientes da Cemig

Número de clientes prejudicados cresceu mais de 45% em um ano e uso de cerol e linhas cortantes aumenta risco de acidentes graves e falta de energia Mais de 1,1 milhão de clientes ficaram sem energia em Minas Gerais em 2025 devido a ocorrências envolvendo pipas na rede elétrica da Cemig. O número representa um aumento de 45,7% em relação a 2024, quando 765 mil unidades consumidoras foram afetadas. No mesmo período, as interrupções provocadas por essa prática cresceram 31,5%, passando de 2.664 para 3.503 ocorrências. A situação segue em alta em 2026: somente nos primeiros meses do ano, já foram contabilizadas 879 ocorrências, que interromperam o fornecimento para mais de 205 mil consumidores em todo o estado. No Triângulo Mineiro, 75 mil clientes foram afetados em 2025, em um total de 391 ocorrências relacionadas a pipas na rede elétrica. Em 2026, até o momento, já foram registrados 139 casos, impactando cerca de 36 mil consumidores. Diante desse cenário, a Cemig reforça o alerta sobre os perigos de empinar pipas próximas à rede elétrica, especialmente com o uso de cerol ou linha chilena. Segundo Jorge Magno, engenheiro do Centro de Operações da Cemig, a brincadeira deve ser realizada apenas em locais abertos e afastados da rede elétrica. “Hoje, a presença da rede elétrica nas áreas urbanas torna extremamente perigoso empinar pipas próximo aos cabos de energia. Dependendo da situação, a pessoa pode ficar exposta a tensões de até 13,8 mil volts. Por isso, é fundamental que pais e responsáveis orientem crianças e adolescentes sobre os riscos dessa prática”, afirma. O especialista alerta que jamais se deve tentar recuperar uma pipa presa em postes, transformadores ou fios de energia. “Muitas pessoas utilizam bambus, vergalhões, arames ou outros objetos metálicos para tentar retirar a pipa da rede. Essa atitude pode provocar acidentes graves, inclusive fatais. Caso a pipa fique presa, a orientação é abandoná-la e nunca se aproximar da rede elétrica”, reforça. *Cerol e linha chilena aumentam os riscos* Além dos prejuízos ao fornecimento de energia, o uso de cerol e linha chilena representa uma ameaça para quem participa da brincadeira e para toda a população. Quando entram em contato com a rede elétrica, essas linhas podem provocar curtos-circuitos, rompimento de cabos e desligamentos de grandes áreas. Em Minas Gerais, a utilização e a comercialização desses materiais são proibidas pela Lei Estadual nº 23.515/2019. A legislação prevê multas que variam de aproximadamente R$ 5,789 mil a R$ 289,45 mil, em caso de reincidência. De acordo com Jorge Magno, além da capacidade de corte, o cerol pode transformar a linha em um material condutor quando em contato com a rede elétrica. “O uso de cerol e linha chilena potencializa o risco de acidentes. Além de causar interrupções no fornecimento de energia, esses materiais colocam em risco ciclistas, motociclistas, pedestres e os próprios usuários. É uma prática que deve ser evitada em qualquer situação”, destaca. *Como brincar com segurança* A Cemig orienta que a soltura de pipas seja realizada apenas em locais amplos, afastados da rede elétrica, rodovias e áreas com circulação de veículos. Também é importante evitar dias de chuva ou com incidência de raios. *Confira algumas orientações:* Nunca solte pipas próximo à rede elétrica; Não utilize cerol ou linha chilena; Nunca tente retirar pipas presas em fios ou postes; Não use materiais metálicos para recuperar pipas; Evite soltar pipas em ruas, avenidas ou próximo a rodovias; Procure locais abertos, como campos e parques; Em caso de acidente envolvendo a rede elétrica, mantenha distância e acione imediatamente a Cemig pelo telefone 116.
Cemig amplia programa Energia Legal em Uberlândia com foco em regularização e inclusão social

Iniciativa vai beneficiar centenas de famílias no Triângulo Mineiro com energia regular, segura e tarifa social A Cemig está expandindo o programa Energia Legal para o município de Uberlândia, no Triângulo Mineiro. A iniciativa visa promover a regularização do fornecimento de energia elétrica em comunidades que apresentam ligações irregulares, conhecidas popularmente como “gatos”, buscando garantir mais segurança, dignidade e inclusão social para as famílias atendidas. Na cidade, o projeto prevê a instalação de aproximadamente 233 padrões de energia nas comunidades Zaire Rezende e Maná. A medida permitirá que moradores passem a ter acesso ao fornecimento regular de eletricidade, reduzindo riscos de acidentes e melhorando as condições de vida. Criado em 2023, o programa Energia Legal se consolidou como uma das principais ações da Cemig voltadas à ampliação do acesso à energia elétrica em áreas de maior vulnerabilidade social em Minas Gerais. A iniciativa também contribui para a redução de perdas de energia e para a melhoria da qualidade do serviço prestado. “O programa promove muito mais do que a regularização do fornecimento. Ele garante segurança, cidadania e melhoria da qualidade de vida das famílias atendidas”, destaca o gerente regional da Cemig, Cladston Santana. Com investimento de R$ 1 bilhão, o programa envolve um conjunto de ações integradas, como o mapeamento das áreas atendidas, a regularização das instalações elétricas e a orientação dos moradores sobre o uso consciente e seguro da energia. A iniciativa também contempla a instalação de novas redes elétricas com tecnologia moderna, além da doação e instalação de padrões de energia para famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico). Entre as ações complementares, o Energia Legal inclui a substituição de lâmpadas ineficientes, contribuindo para a redução do consumo de energia, e a inclusão de consumidores elegíveis na Tarifa Social de Energia Elétrica, que garante isenção da conta para consumos mensais de até 80 kWh. “A regularização do fornecimento reduz riscos de acidentes, melhora a qualidade da energia e contribui para um desenvolvimento mais justo e sustentável das comunidades atendidas”, destaca o gerente regional.
Cemig abre inscrições para nova etapa do Programa de Aprendizagem Industrial com vagas em Uberlândia

A Cemig abriu as inscrições para mais uma etapa do Programa de Aprendizagem Industrial, realizado em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). A iniciativa oferece formação gratuita para o curso de Eletricista de Linhas de Redes Aéreas de Distribuição de Energia Elétrica e busca capacitar jovens para atuar no setor elétrico. As inscrições podem ser feitas entre os dias 1º e 14 de junho, por meio da plataforma do Instituto Euvaldo Lodi (IEL). Ao todo, estão sendo oferecidas 150 vagas para o segundo semestre de 2026, distribuídas entre as cidades de Belo Horizonte, Uberlândia, Montes Claros, Barbacena, Governador Valadares e Pará de Minas. No momento da inscrição, o candidato deverá escolher apenas uma localidade para concorrer. Podem participar jovens entre 18 e 24 anos incompletos que tenham concluído o Ensino Médio ou estejam cursando a etapa em escola pública. O curso é gratuito, tem duração de seis meses e combina atividades teóricas e práticas voltadas à construção, manutenção e operação de redes de distribuição de energia elétrica. O início das aulas está previsto para agosto. Das 150 vagas ofertadas, 114 serão preenchidas por meio do processo seletivo aberto ao público. Outras 36 oportunidades serão destinadas a jovens em situação de vulnerabilidade social, em seleção específica. Metade das vagas é reservada para mulheres. Segundo a Cemig, a reserva de vagas busca ampliar a participação feminina em uma área tradicionalmente ocupada por homens. Benefícios Os participantes selecionados receberão bolsa equivalente a um salário-mínimo durante o período de formação. Além disso, terão direito a vale-transporte, vale-refeição, seguro de vida e depósito de FGTS correspondente a 2%. De acordo com a companhia, o programa tem como objetivo ampliar a qualificação profissional de jovens e facilitar a inserção no mercado de trabalho. A expectativa é que os participantes possam ser contratados por empresas parceiras da Cemig ou pela própria companhia, mediante aprovação em concurso público. Serviço Programa: Aprendizagem Industrial Cemig/Senai Curso: Eletricista de Linhas de Redes Aéreas de Distribuição de Energia Elétrica Inscrições: de 1º a 14 de junho Vagas: 150 Cidades: Belo Horizonte, Uberlândia, Montes Claros, Barbacena, Governador Valadares e Pará de Minas Público-alvo: jovens entre 18 e 24 anos incompletos, com Ensino Médio concluído ou em andamento em escola pública Duração do curso: 6 meses Início das aulas: agosto Benefícios: bolsa de um salário-mínimo, vale-transporte, vale-refeição, seguro de vida e FGTS